E-mails revelam que Romero Jucá consultava empreiteira antes de apresentar proposta ao Senado

Via DCM em 28/12/2018

Reportagem do G1 informa que a Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anexar e-mails apresentados por delatores da construtora Odebrecht a uma ação em que o presidente nacional do MDB e senador Romero Jucá (RR) é réu na Lava-Jato.

Um dos e-mails anexados pela PGR mostra que Mariângela Fialek, à época em que trabalhava como assessora do gabinete de Jucá, enviou à empreiteira, em 2014, rascunhos de um texto legislativo que estava em discussão, antes mesmo que fosse apresentado aos senadores.

A funcionária do gabinete do senador do MDB que enviou o e-mail para a Odebrecht atua, desde maio de 2016, como subchefe de assuntos parlamentares da Secretaria de Governo da Presidência da República.

As mensagens foram enviadas à construtora no segundo semestre de 2014, quando o Congresso Nacional discutia a medida provisória 651. As informações originais deste caso constam na delação de executivos e ex-dirigente da Odebrecht homologada no ano passado pelo Supremo.

Segundo o Ministério Público, o conteúdo do e-mail tratava de alterações em um parecer elaborado para a medida provisória que interessava à empreiteira e que foi discutida entre os executivos da Odebrecht e o senador do MDB. E-mails trocados por dirigentes da construtora também apontaram Jucá como articulador no Congresso Nacional de mudanças que beneficiariam a empresa.

A Procuradoria Geral da República avalia que a atuação de Jucá no caso estava vinculada a uma doação de R$150 mil feita pela empresa para a campanha eleitoral do filho do parlamentar de Roraima em 2014.

***

PS.: No auge do movimento para derrubar Dilma Rousseff, Romero Jucá teve uma conversa com Sérgio Machado (gravado por este) em que disse que era preciso fazer um acordo, com Supremo, com tudo.

Réu desde março, não está sendo incomodada e, como não se reelegeu, seu processo deve seguir para a primeira instância, onde começam a correr novos prazos.

Jucá é símbolo do governo Temer: ascendeu em meio a protestos contra a corrupção, foi flagrado em atos para lá de suspeitos, mas não despertou a revolta naqueles que foram para a rua bater panela.

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