Pastor e igreja de Michelle Bolsonaro são processados pelo sumiço de R$700 mil de fiel

O pastor Josué Valandro com o casal Bolsonaro.

Kiko Nogueira, via DCM em 20/12/2018

O pastor e a igreja de Michelle Bolsonaro – frequentada por Jair, se dizente católico, quando lhe parece oportuno – estão sendo processados pelo sumiço de R$726 300 reais de uma fiel.

O caso está na Justiça do Rio de Janeiro.

Oséias Oliveira de Abreu, da Igreja Batista Atitude, IBA, da Barra da Tijuca, é acusado de dar um golpe e aplicar o dinheiro de uma senhora no estrangeiro.

Na ação estão incluídos, além de Oséias, a mulher dele, Fabiana, a organização e seu presidente, Josué Valandro Junior, amigo do casal Bolsonaro.

O dinheiro foi bloqueado. Valandro recorreu para liberar.

De acordo com a petição inicial, Oséias e a esposa “arrecadam informações dos fiéis, inclusive financeiras – tudo em nome de ‘Deus’”.

Tinham “ciência das aplicações” e a incentivaram a transferir o que tinha “e mais alguns valores” para um fundo de investimentos.

Valandro, “ao tomar ciência dos fatos, simplesmente lavou as mãos e requereu que seu nome e o da igreja não fossem incluídos, comportamento esse muito distinto da ação acolhedora normalmente ostentada no altar”.

Oséias e Fabiana tinham cargo de supervisores na companhia.

No final de 2017, ele foi preso em um condomínio de luxo na Barra com joias e uma esmeralda avaliada em R$8 milhões pela Polícia Civil.

Contra o “Pastor Oséias” há mais de 40 anotações criminais desde 2012.

Aparece como sócio em mais de dez empresas registradas em endereços falsos. Tinha contra si um mandado de preventiva por estelionato e falsificação de documento particular.

É suspeito de fraudes que causaram prejuízos de milhões a diversas vítimas.

O que um sujeito com esse currículo estava fazendo na Atitude?

Oséias e Josué aparecem orando juntos em fotos postadas por crentes (veja abaixo).

Pastor Oséias, acusado de vários golpes, e Josué Valandro com um fiel.

Josué e Oséias oram juntos

Michelle participa do ministério de surdos da IBA. Ela é intérprete de libras. Frequenta a Atitude desde 2017, quando se sentiu “muito tocada”, contou Josué à Folha.

Valandro fez campanha para o marido dela. Num culto, chamou-os ao palco.

“O peso das suas costas eu não tenho como carregar”, disse ele ao então candidato.

“Vamos orar por sua vida, para que Deus te dê força em sua caminhada”.

Esteve na diplomação realizada no TSE.

Antes da solenidade, comandou uma oração numa sala reservada aos ministros da corte.

A Atitude possui cerca de dez mil fiéis em doze templos espalhados pelo estado do Rio, mais Vitória do Espírito Santo, Vancouver e Orlando.

Marcello Siciliano, o vereador acusado de mandar matar Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, é um dos autores de uma lei autorizando o templo da Barra a ter cinco andares.

2018, declarou Valandro, ficará marcado como o ano em que “as famílias cristãs salvaram o país”.

Josué e Michelle Bolsonaro.

Uma resposta to “Pastor e igreja de Michelle Bolsonaro são processados pelo sumiço de R$700 mil de fiel”

  1. heloizahelenapiasblog Says:

    sabvem o q vai acontecer com esses abutres q pegam dinheiro dos fieis p seu próprio bem estar, NADA, NADA MESMO ________________________________________

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