Maduro desafia Mourão: “Venha. Te espero com a Força Nacional”.

O presidente venezuelano rebateu as declarações de Hamilton Mourão de que seu governo chegaria ao fim e ironizou: “Aqui não vai ter um Bolsonaro porque construímos uma força popular”.

Via Revista Fórum em 20/12/2018

Prestes a iniciar seu segundo mandato como presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, em um discurso proferido durante um ato de seu partido, o PSUV, na quinta-feira [20/12], desafiou o vice-presidente eleito do Brasil, o general Hamilton Mourão.

“Sim, Mourão, o golpe quem vai dar vai ser você, ouviu? Vou te esperar aqui com vários milhões de homens e mulheres, além de uma Força Armada Nacional disposta a defender a Constituição, a independência a qualquer custo. Te espero aqui, Mourão. Venha você mesmo. Te convido a vir você mesmo, Mourão”, disparou o chavista que, já há algumas semanas, vem aventando a possibilidade, em declarações públicas, do Brasil estar planejando um golpe de Estado na Venezuela em complô com os Estados Unidos.

Recentemente, Hamilton Mourão afirmou à imprensa que o governo da Venezuela estaria chegando ao fim.

Além de chamar o vice-presidente eleito de “louco”, Maduro citou, em seu discurso de hoje, o presidente eleito Jair Bolsonaro.

“A Venezuela não é o Brasil. Aqui não vai ter um Bolsonaro. Aqui será o povo e o chavismo por muito tempo […]. Bolsonaro aqui não teremos nunca, porque nós construímos a força popular”, disse o presidente venezuelano.

Bolsonaro, ao longo de sua campanha, explicitou sua intenção influenciar em uma possível queda de Maduro e, mais recentemente, “desconvidou” o presidente venezuelano, além do chefe de Estado de Cuba, para sua cerimônia de posse.

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“GOSTARIA DE INVADIR A VENEZUELA”, DIZ PRÍNCIPE ORLEANS, POSSÍVEL MINISTRO DE BOLSONARO
O reacionário príncipe-herdeiro Luiz Phillipe de Orleans e Bragança deu entrevista ao jornal Estado de São Paulo onde afirma que seu desejo é entrar em guerra e invadir o país vizinho.
Via Esquerda Diário em 20/12/2018

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O privilegiado herdeiro da família real defende levar a linha reacionária do imperialismo norte-americano com Donald Trump a uma nova escala. Meses atrás Trump chocou o mundo ao afirmar que não descartava a ação militar no país caribenho. Algumas semanas atrás esta notícia foi expandida pela denúncia feita pelo jornal norte-americano New York Times que diplomatas norte-americanos estariam conversando com militares venezuelanos e colombianos sobre a possibilidade de um golpe militar.

Como estas negociações de golpe parecem não ter avançado muito o príncipe declarou que gostaria de invadir o país. Ele disse:

“Resolver o problema é tirar o (presidente Nicolas) Maduro do poder, para a Venezuela deixar de ser uma ditadura. Nosso modelo constitucional não permite que façamos uma interferência militar na Venezuela junto com a Colômbia, como seria a predisposição inicial.”

O modelo democrático de um príncipe é com as baionetas desembainhadas massacrar os venezuelanos e mais rapidamente submeter o país aos desígnios do imperialismo norte-americano e seus parceiros locais.

Ciente de que não poderia invadir um país vizinho – salvo se rasgarem a Constituição – ele promete um outro tipo de invasão, criar campos de concentração de imigrantes dentro do território venezuelano:

“E o atendimento aos refugiados, (discutir) se isso vai ser feito dentro das nossas fronteiras ou numa área fronteiriça de comum acordo com Colômbia a Venezuela. A absorção de imigrantes tem de ter limite, tem de ter controle.”

O reacionarismo de Bolsonaro e seu séquito de futuros ministros está a serviço não somente de entregar cada riqueza nacional ao imperialismo, entregando mais de 50 estatais no primeiro ano, acabar com direitos trabalhistas inclusive o 13º salário, e se insere num marco de maior ingerência imperialista em todo continente.

A resposta à crise capitalista nos diferentes países latino-americanos passa pela unidade dos trabalhadores detrás de um programa anticapitalista e anti-imperialista. Bolsonaro e a direita continental oferecem respostas autoritárias para maior submissão, mas por outro lado o PT e diferentes governos ditos “pós-neoliberais” oferecem a conciliação com a direita e selvagens ataques aos trabalhadores como temos visto na própria Venezuela e em Honduras.

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