Lava-Jato age como falange jurídico-policial da extrema-direita

Jeferson Miola em 22/12/2018

Procuradores da República, policiais federais e juízes da Lava-Jato [na 1ª instância e nos tribunais superiores] se comportam menos como procuradores, policiais e juízes do que como integrantes da falange jurídico-policial da extrema-direita.

Além de celebridades de extrema-direita no Twitter, Instagram e Facebook, essas figuras – que deveriam pautar suas condutas pelo recato e pela discrição – levam uma vida de celebridade de extrema-direita também no mundo físico e presencial.

Eles confiam que o Estado de exceção está de tal modo consolidado e “dominado” que abandonam toda e qualquer discrição recomendada ao exercício do cargo público. Comportam-se, enfim, como vitoriosos soberbos, situados acima e ao largo das leis.

O site The Intercept Brasil registrou fotograficamente a animada convivência da deputada federal eleita Joice Hasselmann, do partido do Bolsonaro, com o juiz João Gebran Neto, um dos inquisidores do tribunal de exceção da Lava-Jato em Porto Alegre [TRF4], por ocasião de cerimônia promovida pelo governo direitista de Cida Borghetti, do PP do Paraná [ler aqui].

A instrumentalização da Lava-Jato para perseguir inimigos políticos, em especial Lula e o PT, a pretexto de combater a corrupção, está fartamente comprovada.

A seletividade e parcialidade da Operação ficou ainda mais escancarada na proteção que está sendo dada por Deltan Dallagnol, Sérgio Moro e parceiros a Fabrício Queiroz, o assessor dos Bolsonaro envolvido em grave escândalo de corrupção [ler aqui] que poderia derrubar o governo antes de ser empossado.

Abundam os antecedentes documentados da conexão entre os agentes partidarizados da Lava-Jato e a extrema-direita.

Numa rápida verificação, é possível mencionar eventos que retratam esta relação promíscua – que também é ilegal, indecente e imoral – entre agentes partidarizados da Lava-Jato e a extrema-direita:

  • Sérgio Moro, que já foi flagrado dando gargalhadas de hiena na companhia de Aécio Neves em evento com Alckmin e Temer, não se furtou a aparecer na promoção do Grupo Lide, do fascista João Dória, em New York [ver aqui];
  • o juiz Marcelo Bretas, que conduz a operação Furna da Onça da Lava-Jato do RJ, que prendeu 10 deputados e 16 assessores implicados em crimes idênticos aos cometidos por Flávio Bolsonaro e o “laranja” Fabrício Queiroz, aparece como seguidor e curtidor do Bolsonaro nas redes sociais [ver aqui] e, incrivelmente, felicitou Flavio Bolsonaro pela eleição ao Senado [sic] [ver aqui];
  • o presidente do tribunal de exceção da Lava-Jato [TRF4], Carlos Eduardo Thompson Flores, primo do espancador da esposa Sérgio Thompson Flores, trata Hamilton Mourão, o vice de Bolsonaro, como amigo [ler aqui].

Se em público permitem-se a tal exposição, não é difícil imaginar a profundidade dos vínculos que eles mantêm em privado.

Está cada vez mais evidente que a Lava-Jato, que nunca foi uma genuína operação de combate à corrupção, age como verdadeira falange jurídico-policial da extrema-direita para viabilizar um projeto autoritário de poder para garantir a execução do selvagem plano antinacional, antipopular e antidemocrático no Brasil que interessa diretamente aos Estados Unidos.

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