Damares, a pastora-ministra de Bozo, usou cotas parlamentares para voar pelo Brasil e fazer cultos

A futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, fala à imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete de transição de governo.

Marcelo Auler, em seu blog e no Jornalistas pela Democracia em 21/12/2018

Em algumas de suas muitas palestras e pregações religiosas, todas devidamente alardeadas nas redes sociais, notadamente no YouTube, a futura ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Regina Alves, reafirma com frequência que “as instituições piraram” e que “chegou o momento” de as igrejas evangélicas governarem o Brasil.

Há, no comentário, ainda que de forma indireta, críticas aos políticos de uma forma em geral.

Independentemente de seu direito constitucional de expor o que pensa e criticar, Damares pode estar sendo injusta, ao deixar no ar a possibilidade de um menosprezo à classe política. Injusta e, no mínimo, mal-agradecida.

Afinal, prestes a completar 54 anos no próximo dia 11 de março – nasceu 21 dias antes do golpe militar de 1964 –, ela passou 19 anos, ou seja, mais da metade de sua vida adulta, convivendo e dependendo dos políticos.

[…]

Esta ligação em comum faz levantar dúvidas se Damares atuou como assessora parlamentar ou, usando do cargo conferido pelo legislativo, impulsionou sua carreira de pregadora e difusora do evangelismo. Logo ela passou a ser tratada como assessora jurídica da Frente Parlamentar Evangélica e da Frente Parlamentar em Defesa da Família e Apoio à Vida.

Isso possivelmente explique o fato de que, em 11 anos, entre agosto de 2007 e agosto 2018 o blog tenha identificado nada menos do que 77 viagens para 18 dos 27 estados brasileiros. Viagens que normalmente partiram de Brasília onde oficialmente ela reside. Mas nem sempre os voos começaram pela capital.

Tudo a um custo para o chamado erário público de R$51.242,60, apenas com passagens aéreas emitidas pelas cotas destes quatro parlamentares.

A viagem de uma pregação em Curitiba, em outubro de 2013, não aparece entre as passagens usadas por Damares. A igreja terá pago?

[…]

Enfim, essas viagens teriam ocorrido a serviço da Frente Política Evangélica?

Há justificativas para viagens pagas com cotas de parlamentares para estados e cidades diferentes daquelas que elegeram o parlamentar que a senhora assessorava?

Verbas da Câmara teriam auxiliado nas pregações evangélicas?

Leia a íntegra no blog de Marcelo Auler e apoie os Jornalistas pela Democracia.

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