Nicolas Maduro foi convidado para a posse de Bozo, mas não aceitou o convite

VENEZUELA E ITAMARATY PROVAM: CHANCELER DE BOLSONARO MENTIU
Via Brasil 247 em 17/12/2018

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, comprovou com documentos oficiais do próprio governo brasileiro que o futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, mentiu ao afirmar no domingo [16/12] que o presidente Nicolas Maduro não teria sido convidado para a posse de Bolsonaro. Diante do desmentido, o clã Bolsonaro ainda tentou afirmar que o convite teria partido do atual governo, segundo Carlos Bolsonaro em dois twets na manhã desta segunda-feira (aqui). A emenda ficou pior que o soneto. O Itamaraty soltou nota oficial um pouco depois da manifestação do clã, informando que a Venezuela havia sido convidada para a posse a pedido da equipe do futuro governo. O governo venezuelano mostrou com documentos como havia notificado oficialmente o Brasil da recusa de Maduro de participar da cerimônia muito antes de haver partido um “desconvite” a pedido de Bolsonaro-Araújo. Na verdade, a versão do “desconvite” surgiu depois que Maduro esnobou Bolsonaro.

Ernesto Araújo afirmou no domingo [16/12] que o governo Bolsonaro não havia convidado Maduro para a posse, agredindo o governo venezuelano:

Jair Bolsonaro amplificou o ataque, no início da noite do domingo:

Pouco depois do tweet de Bolsonaro, o chanceler Jorge Arreaza divulgou num outro tweet os documentos oficiais desmentindo tanto Bolsonaro quanto Araújo:

Veja abaixo os documentos. O primeiro documento é o convite formal do governo brasileiro para a posse. O segundo, de 12 de dezembro, é a comunicação oficial do governo vezuelano informando que Maduro não compareceria.

“O Presidente Nicolas Maduro nunca considerou assistir à inauguração de um governo como o do Jair Bolsonaro”, enfatizou o chanceler. “Esta é a resposta oficial firme que enviamos para Ernesto Araújo, através de Itamaraty, no dia 12 de dezembro”, afirma Arreaza, expondo o documento oficial enviado ao Brasil, como mostra a imagem abaixo.

No documento oficial enviado à embaixada brasileira, o governo bolivariano é enfático. “Com todo respeito, informamos ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil que o Governo socialista, livre e revolucionário da Venezuela, não assistiria jamais a posse de um presidente que representa a intolerância e o fascismo, além de se posicionar contrário aos interesses da integração latino-americana”.

Finalmente, na manhã desta segunda, o Itamaraty liquidou a versão bolsonarista, informando que o convite havia sido feito por orientação do futuro governo Araújo e Bolsonaro encenaram o “desconvite” apenas depois de terem sido esnobados por Maduro.

Leia a nota do Itamaraty:

“Toda a organização da posse é feita em coordenação com o governo eleito. Os atos são formalizados pelo governo atual (até primeiro de janeiro de 2019, como previsto na Constituição), após consulta à equipe que assumirá na ocasião.
Sobre os convites, inicialmente, o Itamaraty recebeu do governo eleito a recomendação de que todos os chefes de Estado e de Governo dos países com os quais mantemos relações diplomáticas deveriam ser convidados e assim foi providenciado. Em um segundo momento, foi recebida a recomendação de que Cuba e Venezuela não deveriam mais constar da lista, o que exigiu uma nova comunicação a esses dois governos.”

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MADURO JAMAIS IRIA À POSSE DE UM “FASCISTA” COMO BOLSONARO, REBATE CHANCELER VENEZUELANO
Via Brasil 247 em 17/12/2018

O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, desmentiu no domingo [16/12] o futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e disse que o presidente Nicolas Maduro foi convidado para a posse do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro.

“O governo socialista, revolucionário e livre da Venezuela não assistiria jamais à posse de um presidente que é a expressão da intolerância, do fascismo e da entrega de interesses contrários à integração latino-americana e caribenha”, diz o chanceler venezuelano.

O futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou neste domingo em sua conta no Twitter que Maduro não foi convidado para a posse de Jair Bolsonaro em 1º de janeiro, em Brasília. Segundo o futuro chanceler, “não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira”.

“Em respeito ao povo venezuelano, não convidamos Nicolas Maduro para a posse do PR Bolsonaro. Não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira. Todos os países do mundo devem deixar de apoiá-lo e unir-se para libertar a Venezuela”, escreveu Ernesto Araújo (leia mais).

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DESCONVITE: O VEXAME DA EXCLUSÃO DE CUBA E VENEZUELA DA POSSE DE BOZO
Via DCM em 17/12/2018

Reportagem de Guilherme Mazui e Sthefanny Loredo, publicada no G1, mostrou que em um primeiro momento os líderes da Venezuela e de Cuba foram convidados para a cerimônia de posse de Jair Bolsonaro, mas depois, por recomendação da equipe do presidente eleito, os convites foram desfeitos.

O Itamaraty divulgou a informação ao ser questionado pela GloboNews sobre a situação dos convites para a posse, em Brasília, dos presidentes da Venezuela, Nicolas Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel.
O futuro ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro, Ernesto Araújo, afirmou pelo Twitter no domingo [16/12] que o presidente da Venezuela não foi convidado para a posse, pois, segundo ele, “não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira”. Bolsonaro reforçou a informação de que não receberá Maduro na posse.
Por outro lado, o chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, informou que o presidente do país vizinho foi convidado para a solenidade em Brasília.
O Itamaraty registrou que recebeu da equipe do presidente eleito “a recomendação de que todos os chefes de Estado e de governo dos países com os quais mantemos relações diplomáticas deveriam ser convidados” para a posse.
A decisão de retirar o convite a Cuba e Venezuela foi tomada em um segundo momento, também por “recomendação” do governo eleito. A medida “exigiu uma nova comunicação a esses dois governos”, segundo o Itamaraty.

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