Janio de Freitas: As “explicações vazias” de Bolsonaro sobre ex-assessor de filho

Fato deve ser tratado como de interesse central sobre o futuro presidente da República.

Via Jornal GGN em 16/12/2018

As explicações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, a respeito da movimentação suspeita de R$1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, policial militar e ex-assessor do seu filho, Flávio Bolsonaro, não são suficientes e colocam ainda mais em dúvida sua capacidade de articulação, qualidade imprescindível a um governante de qualquer país. O alerta é de Janio de Freitas, na sua coluna de domingo [16/12], na Folha de S.Paulo.

“Ainda que seja verdadeiro o alegado empréstimo de R$40 mil a Queiroz, dos quais o cheque de R$24 mil para Michelle Bolsonaro [esposa do presidente] seria quitação parcial, essa afirmação de Bolsonaro fica longe do necessário”, pontua Janio reforçando que a resposta de Bolsonaro não inclui, por exemplo, a informação de quem partiu o empréstimo, dado relevante para a Receita.

“Mas importa, sobretudo, para verificação da saída e da entrada do dinheiro, se reais entre quem emprestou e quem recebeu. É o começo do teste de comprovação que Bolsonaro não deu, nem sugeriu”, arremata.

Janio também chama atenção que parte do pagamento foi devolvido em cheque, por outro lado, o empréstimo todo foi realizado em dinheiro. “O que já seria anormal, considerado o valor de R$40 mil”. Mas o pior foi a explicação de Bolsonaro: “Ninguém dá dinheiro sujo em cheque”. Por isso mesmo, reforça Janio, o país não deve ficar sem as informações básicas desse trâmite, como a finalidade do empréstimo e a prova dos cheques.

“A esta altura, a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República e seus procuradores já deveriam saber e informar tudo sobre a movimentação financeira de R$1,2 milhão do PM em 2016, com entrada e saída do dinheiro, sua origem e seu destino, e a necessidade do empréstimo de R$40 mil por quem recebeu 15 vezes isso no ano”, pontua o articulista arrematando que, apesar do quadro, o ex-juiz da Lava-Jato e futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, “se deu por satisfeito com as explicações vazias de Bolsonaro”.

E, como as decisões de Moro tem bastado ao longo dos últimos anos para a Polícia Federal e Ministério Público, o que estamos vivendo no Brasil “é a moralização em marcha”.

Clique aqui para ler a íntegra da coluna.

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