Campanha de Bolsonaro tem doadores mortos, empresa sem registro etc. etc., mas o TSE acha tudo normal

Via DCM em 28/11/2018

Na prestação de contas da campanha de Bolsonaro, foram identificados doadores desempregados, funcionários de uma mesma empresa privada e mortos. Tais indícios poderão ensejar apuração em outras instâncias.

Raquel Dodge recomendou a aprovação com ressalvas. Segundo a PGR, as irregularidades no valor de R$171 mil “não comprometem”. Sobre a usina de fake news no WhatsApp, nem uma palavra.

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COM ELOGIOS DE BARROSO, TSE APROVA CONTAS DE BOLSONARO COM RESSALVAS
Via Jornal GGN em 5/12/2018

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a prestação de contas da campanha eleitoral da chapa do eleito Jair Bolsonaro e do vice, General Mourão, com ressalvas. Assim aprovado, Bolsonaro poderá receber, no dia 10, o diploma de candidato eleito, última formalidade antes da posse marcada para 1º de janeiro.

A aprovação se deu em torno do voto do relator, ministro Luis Roberto Barroso, que usou o parecer elaborado pela área técnica do TSE, sugerindo aprovação das contas com ressalvas. O parecer mencionou inconsistências, como o recebimento de doações de fontes não permitidas como, por exemplo, permissionários de serviço público, como taxistas.

Outro ponto levantado pelos analistas foi o financiamento coletivo por meio de uma empresa sem registro prévio na Justiça Eleitoral. Mas a área técnica não identificou prejuízo ao controle social das doações, pois a plataforma utilizada e a subcontratada para o arranjo dos pagamentos foram previamente cadastradas no TSE.

Barroso elogiou a campanha de Bolsonaro, que arrecadou R$4,3 milhões e gastou R$2,4 milhões, bem abaixo do teto de gastos estipulado pela Justiça Eleitoral para a campanha presidencial, que foi de R$105 milhões. As inconsistências somaram R$8,2 mil, ou 0,19% do total de receitas.

O ministro também elogiou a prestação de contas da chapa vencedora. A presente prestação de contas demostra ser possível participar das eleições mediante mobilização da cidadania e não no capital, sem fazer do processo eleitoral um derramamento de dinheiros escusos”, disse.

As contas do diretório nacional do PSL nas eleições deste ano também foram aprovadas. E o derramamento de recursos feito por empresários para a campanha via redes sociais, fartamente denunciado, não foi apreciado pelo TSE, nem pelo ministro relator.

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