Juiz de Goiás afastado pelo CNJ por tentar recolher urnas para melar as eleições já manifestou apoio a Bozo

Além de vídeos com o filho do presidenciável, questionando a validade das urnas eletrônicas, o magistrado já disse que o Brasil “é representado pelo deputado federal e candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro”, em nota de solidariedade após o ataque.

Via Jornal GGN em 30/9/2018

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu afastar o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas, do Juizado Especial Federal Cível de Formosa (GO), que planejava determinar o recolhimento das urnas eletrônicas pelo Exército, um dia antes das eleições. O mesmo juiz já havia gravado um vídeo ao lado do filho do presidenciável, Eduardo Bolsonaro, questionando a segurança das urnas e também discutindo com o deputado do PSL candidaturas avulsas.

A determinação foi tomada pelo corregedor Humberto Martins, na sexta-feira [28/10], após a Advocacia Geral da União (AGU) informar ao órgão que a consultoria jurídica do Comando do Exército avisou sobre a tentativa.

A primeira suspeita partiu quando o magistrado decidiu, no dia 10 de setembro, que o Comando indicasse um militar a Formosa, Goiás, com patente de oficial para realizar um teste de segurança nas urnas.

E na terça-feira [25/9] o juiz também apresentou informações sigilosas ao Comando, dizendo que notificaria oficialmente ao Exército na sexta-feira [5/10], que determinaria o recolhimento das urnas para perícia, com o objetivo que não houvesse tempo de a decisão ser derrubada.

Diante das informações, a AGU avisou o Conselho Nacional de Justiça sobre as práticas de Eduardo Luiz Rocha Cubas, que “destoam da conduta esperada de um magistrado”. Isso porque, além das ações tomadas junto ao Exército, o juiz também já havia questionado a segurança das urnas eletrônicas, ao lado do filho de Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo.

Em outro vídeo, divulgado pelo Diário do Centro do Mundo, o juiz Eduardo Cubas também aparece ao lado de Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), falando sobre candidaturas avulsas:

Ainda, foi o mesmo magistrado que assinou uma nota divulgada pela União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf), solidarizando-se com o ataque sofrido pelo candidato, mas manifestando posição política favorável a ele: na nota, o juiz escreveu que o Brasil era “representado pelo deputado federal e candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro”, e que o país também seria “vítima desse monstruoso ato”.

O presidenciável já manifestou em diversas entrevistas que vai questionar o resultado das urnas, caso ele não vença as eleições 2018.

Clique aqui para ler a determinação do CNJ.

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