Mídia golpista vira seus canhões contra Bozo para favorecer Alckmin

Luis Felipe Miguel em 28/9/2018

A mídia corporativa decidiu bombardear o Bozo, o que significa que o andar de cima acredita ou que Alckmin pode subir ou que o PT lhe fará todas as concessões necessárias.

Muita gente, à esquerda, está agora se preocupando; afinal, para Haddad, o Bozo seria o adversário ideal no 2º turno. Vejo até quem julgue que a campanha do #EleNão é um “tiro no pé”.

Talvez o Bozo seja mais fácil de ser vencido. Mas o ponto não é eleger Haddad (ou qualquer outro). O ponto é derrotar o fascismo, o golpe e os retrocessos.

Acho improvável, dado o adiantado da hora e as características do eleitorado dele, mas só vejo vantagens caso o Bozo fique fora do 2º turno.

Primeiro, porque é absolutamente necessário desinflar sua base social e fazer com que seu discurso perca força. É algo que vai muito além da votação em outubro, é um passo necessário para a gente reconstituir as condições da convivência democrática no nosso país. Torcer para que o fascismo ganhe musculatura, em nome de uma estratégia eleitoral de curto prazo, é, convenhamos, uma burrice fenomenal.

Depois, porque um embate Haddad versus Alckmin recolocaria o golpe e os retrocessos da era Temer como linhas divisórias fundamentais da nossa política. Suprimida a tentação de se apresentar como encarnação do centro gelatinoso, unificado apenas pelo horror ao Bozo, Haddad teria incentivos para se aproximar das posições mais firmes do campo popular.

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BOLSONARO FURTOU COFRE, OCULTOU PATRIMÔNIO E TINHA “DESMEDIDA AGRESSIVIDADE”, ACUSOU EX-MULHER
Via DCM em 28/9/2018

Reportagem de capa da revista Veja afirma que, em 2007, o deputado Jair Bolsonaro, então com 52 anos, estava terminando seu segundo casamento, com Ana Cristina Siqueira Valle. Depois de mais de dez anos juntos e um filho, o casal resolveu se separar, mas o caso acabou na Justiça. Eles disputavam a guarda do filho, hoje com 20 anos, e Ana Cristina alegava que seu ex-marido resistia a fazer uma partilha justa dos bens.

Por isso, em abril de 2008, ela deu entrada com uma ação na 1ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O processo, com mais de 500 páginas, ao qual Veja teve acesso, contém uma série de incriminações mútuas que fazem parte do universo privado do ex-casal. Há, no entanto, acusações de Ana Cristina ao ex-marido que entram na esfera do interesse público porque contradizem a imagem que Bolsonaro construiu sobre si mesmo na campanha presidencial.

De acordo com a publicação, Bolsonaro ocultou patrimônio pessoal da Justiça Eleitoral em 2006. Quando foi candidato a deputado federal, declarou que tinha um terreno, uma sala comercial, três carros e duas aplicações financeiras, que somavam, na época, R$433.934,00. Sua ex-mulher, no mesmo processo, anexou uma relação de bens e a declaração do imposto de renda do ex-marido, mostrando que seu patrimônio incluía também três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes. Os bens do casal, em valores de hoje, somariam cerca de R$7,8 milhões. Bolsonaro tinha uma “próspera condição financeira” quando era casado com Ana Cristina, segundo ela própria. A renda mensal do deputado chegava a R$100 mil – cerca de R$183 mil, em valores atualizados. Na época, oficialmente, Bolsonaro recebia R$26.700,00 como deputado e R$8.600,00 como militar da reserva. Para chegar aos R$100 mil, diz a ex-mulher, Bolsonaro recebia “outros proventos”, que ela não identifica.

Jair Bolsonaro, de acordo com Ana Cristina, furtou seu cofre numa agência do Banco do Brasil, em outubro de 2007, e levou todo o conteúdo: joias avaliadas em R$600 mil, US$30 mil em espécie e mais R$200 mil em dinheiro vivo – totalizando, em valores de hoje, cerca de R$1,6 milhão. O cofre ficava na agência do Banco do Brasil da Rua Senador Dantas, no centro do Rio. Seu conteúdo é incompatível com as rendas conhecidas do então casal. Bolsonaro era um marido de “comportamento explosivo” e de “desmedida agressividade”. Essa foi a razão que levou Ana Cristina a separar-se, segundo ela mesma informa, completa a Veja.

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