Justiça federal torna réu o tucano Paulo Preto e 32 por formação de quadrilha no Rodoanel

Caso teve início a partir de acordo de leniência firmado pela Odebrecht com o Cade.

Guilherme Pimenta, via Blog do Jota em 26/9/2018

A Justiça Federal em São Paulo acatou denúncia do Ministério Público Federal e transformou em réus Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, e mais 32 pessoas por suposta formação de cartel durante a execução de obras do Rodoanel Sul e em sete vias da capital paulista durante governos do PSDB.

Eles foram acusados pela força-tarefa da Lava-Jato em São Paulo, em agosto, a partir do acordo de leniência firmado pela Odebrecht no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O MPF sustenta que o esquema “baseou-se no conluio entre construtoras que, a partir de 2004, atuaram para eliminar a concorrência e coordenar a definição dos preços de execução dos serviços”.

A fraude só teria se perpetuado, segundo a procuradoria, devido ao auxílio de agentes vinculados à empresa de Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), como no caso de Paulo Preto, e da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (Emurb).

Respondem formalmente ao processo também o ex-presidente da Dersa e ex-secretário estadual de Transportes Dario Rais Lopes, atual secretário de Aviação Civil do Ministério dos Transportes, e o ex-diretor de engenharia da empresa paulista Mario Rodrigues Junior.

Segundo a juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal Criminal, “a acusação está baseada em provas de fatos ocorridos entre 2004 e 2015 que, em tese, caracterizam infrações penais, conforme termos de acordo de leniência, depoimentos dos colaboradores e documentos apresentados a fim de corroborar todas as alegações, bem como em indícios suficientes de autoria delitiva”.

De acordo com o MPF, o núcleo da cartelização era formado por Andrade Gutierrez, Camargo Correa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão.

Guilherme Pimenta é repórter em São Paulo, acompanha mercado de capitais, concorrência e crimes financeiros.

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