Fracasso da reunião entre presidenciáveis do centrão evidencia a implosão da direita

Miguel Reale Júnior, autor do impeachment contra Dilma, falha na tentativa de articular candidatura única para evitar Haddad no 2º turno.

Via Jornal GGN em 25/9/2018

Uma tentativa liderada pelo advogado, ligado ao PSDB, Miguel Reale Júnior, de reunir esforços em uma candidatura única para chegar ao 2º turno fracassou na terça-feira [25/9]. Segundo informações da Folha de S.Paulo, estava prevista para às 9 horas de hoje [26/9] um encontro no Instituto dos Advogados de São Paulo com os candidatos Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Álvaro Dias (Podemos). João Amoêdo (Novo) também foi chamado para a conversa com os quatro presidenciáveis, mas não aceitou desde o princípio das tratativas iniciadas com assessores em uma reunião virtual, ainda na semana passada.

Segundo Reale, na noite de segunda [24/9], Marina e Meirelles mandaram avisar que não participariam mais do encontro. A divulgação da pesquisa Ibope, também na noite de ontem, pode ter influenciado na decisão. O levantamento mostra Alckmin estagnado com 8% das intenções de voto, Marina com 5%. Meirelles e Dias, levam 2% cada.

O 2º turno provável será entre Bolsonaro (28%) e Fernando Haddad (22%), mostrado que o petista evoluiu 3% e o candidato do PSL se manteve igual, desde a última pesquisa Ibope divulgada dia 18.

O fracasso do encontro também comprova a grande dificuldade de acordos entre os partidos de direita e centro-direita, o oposto do que vem sendo observado entre os partidos de esquerda e centro-esquerda que, desde o ano passado, vêm se fortalecendo em acordos nas eleições estaduais, inicialmente em favor da candidatura Lula, agora apoiando a chapa encabeçada por Fernando Haddad.

Publicamente, Alckmin disse que desconhecia a reunião, o mesmo afirmou a candidata da Rede. “Marina dizer que não foi convidada e que não iria participar é uma mentira deslavada”, contra-rebateu Reale sem fazer nenhuma reflexão quanto a mesma manifestação de Alckmin.

Meirelles foi além, demonstrando incômodo de o acordo ter sido pensado, provavelmente, para favorecer Alckmin. “Eu digo, não precisa de reunião, a solução é muito simples: basta o candidato do PSDB e de vários partidos do centrão, Geraldo Alckmin, que está estagnado ou caindo nas pesquisas, renuncie à sua candidatura e me apoie porque eu sou o candidato do centro democrático que está crescendo”.

O único que manteve a confirmação do encontro foi Álvaro Dias, que desistiu hoje pela manhã ao saber que só ele estaria presente.

Reale disse à Folha que não foi influenciado pelo artigo publicado na semana passada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, onde pediu aos eleitores união para não se alinharem “a visões radicais”, sem citar diretamente as candidaturas de Bolsonaro e Haddad. Na verdade, o advogado acredita que ao dizer no Twitter que Alckmin deveria ser o candidato de centro, FHC contribuiu para atrapalhar o encontro.

“Hoje poderia ter sido um grande dia. A ideia era discutir uma candidatura única de centro e um governo único”, lamentou o ex-ministro da Justiça e um dos autores do processo que resultou no golpe que destituiu Dilma Rousseff do poder.

Uma resposta to “Fracasso da reunião entre presidenciáveis do centrão evidencia a implosão da direita”

  1. Geraldo Lobo Says:

    O MIGUEL E A JANAÍNA: DUAS FIGURAS MAIS QUE IMPURAS: MODERNAS GALINHAS VERDES, HOJE VESTIDAS DE AZUL

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