Fernando Haddad: “Lula é meu interlocutor permanente”.

Via Portal oficial do presidente Lula em 17/9/2018

Na manhã de segunda-feira [17/9], Fernando Haddad, candidato à Presidência pela coligação “O povo feliz de novo” participou de sabatina promovida por UOL, Folha de S.Paulo e SBT. Durante a entrevista, Haddad falou sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, discutiu diversas propostas de governo, reformas e medidas para reverter a crise e as consequências do golpe, além de debater sobre a importância de fortalecer as instituições e refundar a democracia no Brasil.

Haddad falou sobre as diversas conquistas dos governos de Lula, e reafirmou o papel do ex-presidente como liderança internacional. “Lula foi o maior presidente desse país, que incluiu milhões de brasileiros que não tinham acesso a nada: emprego, renda, habitação, luz etc.”, disse. O candidato elogiou também a política econômico do governo Lula: “nós sabemos que Lula foi o presidente que mais reduziu a dívida pública sem aumentar imposto”.

O ex-ministro da educação reafirmou que Lula é seu interlocutor permanente e que o ex-presidente é um estadista que está sendo injustiçado. Haddad afirmou que, na opinião de centenas de juristas nacionais e internacionais, processo contra Lula não tem sustentação: “é um processo cheio de vícios que quero crer que isso vai ser corrigido”.

Perguntado sobre possíveis indultos, Haddad fez questão de reafirmar a posição do ex-presidente sobre o assunto, relembrando carta de Lula por ocasião do registro da sua candidatura em 15 de agosto: “eu não troco minha dignidade pela minha liberdade. O que eu quero é que os tribunais superiores reconheçam que não há prova no processo contra mim e me absolvam”, como é praxe no Judiciário, uma instância superior corrigir eventuais falhas de instâncias inferiores “. Haddad disse acreditar que Lula terá justiça e será absolvido, lembrando que a questão está colocada também no âmbito internacional.

Economia
Em seu primeiro ano de governo, Haddad prevê uma série de reformas: bancária, para enfrentar a cartelização; tributária e fiscal. Ele também apontou ser crucial acabar com o teto de gastos estabelecido por Temer.

Segundo o candidato, “chegou o momento de enfrentar os bancos. 80% do crédito na mão de cinco bancos. Existe uma cartelização”. Com a reforma bancária que nós vamos fazer, os juros vão cair muito para o tomador final”, disse. Sua proposta é no sentido de estimular que se cobrem menos juros: quem cobra mais juros vai pagar mais imposto e quem cobre menos juros pagar menos imposto, explicou. Haddad se diz animado com as cooperativas de crédito, que deverão ser estimuladas.

Para Haddad, a reforma bancária também é fundamental para às empresas brasileiras, que estão ‘acuadas’ com a distorção imensa em relação aos juros e o BNDES será um fomentador ao crédito: “os juros para o tomador final vão cair muito no BNDES com a nossa proposta”, afirmou.

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