Haddad empunha bandeira da resistência e luta: “É hora de arregaçar as mangas e ganhar a eleição”.

“Temos um líder chamado Lula e ele nos inspira a todos. Eles nos batem, a gente enverga e pode até cair, mas a gente levanta. No dia seguinte, a gente levanta e diz: É mais um dia de luta”, disse Haddad durante evento que oficializou sua candidatura à Presidência.

Cíntia Alves, via Jornal GGN em 12/9/2018

Certamente é uma tarefa nada fácil, essa de receber das mãos de Lula a missão de ser o candidato do PT à Presidência da República, principalmente na atual quadra histórica, com o partido, o próprio ex-presidente e a militância sendo sistematicamente chacoalhados por uma aliança entre setores do Judiciário e da grande mídia, que canalizam interesses difusos e interferem sem nenhuma cerimônia na eleição presidencial. Mas Fernando Haddad, que incorporou a missão oficialmente na terça-feira [11/9], não deixou a peteca cair nem por um minuto.

Em discurso realizado em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso há mais de 150 dias, Haddad empunhou a bandeira da resistência e da luta, e reacendeu a esperança em quem ali assistia à substituição forçada pela Justiça Eleitoral.

“Temos um líder chamado Lula e ele nos inspira a todos. Eles [a turma do golpe] nos batem, a gente enverga e pode até cair, mas a gente levanta. No dia seguinte, a gente levanta e diz: É mais um dia de luta”, disparou Haddad.

“É mais um dia de batalha por um Brasil diferente”, continuou. “Não vamos aceitar o Brasil do século 18. Não queremos o Brasil desigual. Não queremos mais o Brasil intolerante. Sabemos do Brasil que queremos ser. Sabemos nosso potencial. Nós deixamos de sonhar para realizar o sonho.”

Minutos antes do discurso de Haddad, a carta de Lula passando o bastão para o ex-ministro da Educação foi tornada pública e, com ela, o apelo do ex-presidente aos eleitores: “Quero pedir, de coração, a todos que votariam em mim, que votem no companheiro Haddad para presidente.”

Haddad respondeu preocupado com a perda dos brasileiros que colocaram Lula na liderança isolada de todas as pesquisas de opinião feitas até a impugnação do registro de candidatura do petista, no dia 1º de setembro. “Estou emocionado porque sinto a dor de muitos brasileiros que vão receber hoje a notícia de que não vão poder votar naquele que gostariam de ver subir a rampa do Palácio do Planalto no dia primeiro de janeiro”, disse. Alguém da plateia retrucou e não passou despercebido: “Você vai subir a rampa, Haddad!”

Ao longo do discurso, Haddad lembrou dos projetos de Lula enquanto presidente, dos direitos conquistados para os mais pobres, e discutiu os motivos que teriam levado o petista a ser golpeado pela Lava-Jato: a intolerância das elites, de maneira geral. Seguiu discutindo também os efeitos do golpe em Dilma Rousseff.

“Eu pensei que depois de Lula, nunca mais a gente iria ver um irmão enfrentar a fome. Bastou 2 anos para o Brasil voltar para o mapa da fome.”

A fala de Haddad foi no sentido de que, com um futuro governo do PT, os direitos e conquistas sociais serão perseguidos novamente, e a ordem e respeito pela democracia, restabelecidos.

“É uma tarefa monumental que temos pela frente, mas não temos nenhum problema maior do que devolver o Brasil para os brasileiros.”

Em pesquisa Datafolha divulgada na noite de segunda-feira [10/9], Haddad aparece com 9% das intenções de voto. Ele está em empate técnico com Ciro Gomes (13%), Marina Silva (11%) e Geraldo Alckmin (10%). Contra Jair Bolsonaro (que lidera no 1º turno com 24%), Haddad está numericamente à frente num cenário de 2º turno, com 39% das intenções de voto, ante 38% do deputado.

O Tribunal Superior Eleitoral deu até as 19h de terça [11/9] para o PT fazer a substituição da chapa, inscrevendo Haddad no lugar de Lula e Manuela D’Ávila (PCdoB) como candidata a vice-presidente.

A senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, reclamou do fato de que não deixaram Lula disputar a eleição com o registro sub judice, mesmo existindo jurisprudência.

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