Favorito, Haddad não pretende bater em ninguém durante campanha

Haddad, com apoiadores e Manoela D’Ávila (D) em Curitiba. Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters em 11/9/2018.

Via Brasil 247 em 12/9/2018

O efeito-Haddad já começa a reorganizar o cenário eleitoral e o comportamento dos candidatos. Momentos antes de o ministro da educação ser oficializado como candidato do PT à Presidência, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) já partiram para o ataque contra o petista. Os números que intimidam seus concorrentes diretos são aqueles apresentados pela pesquisa Datafolha: 33% do eleitorado dizem que votarão em Haddad com certeza e 16% dizem que “poderão” votar – o que dá a soma de 49% de intenção de voto. Como virtual líder das pequisas, Haddad já entra na campanha como alvo preferencial dos pretendentes a irem ao 2º turno com ele.

Os primeiros sinais da campanha de Haddad indicam que ele não irá bater boca com os adversários e irá concentra a campanha no confronto com os efeitos desastrosos do governo Temer sobre o povo e na reivindicação do “tempo do Lula” para o país.

Segundo reportagem do jornal O Globo “o agora candidato do PT tem uma motivação extra para poupar Ciro: seus eleitores podem ser fundamentais em um eventual 2º turno de Haddad contra Jair Bolsonaro (PSL). Pessoas próximas dizem que a disposição é deixar Ciro ‘falando sozinho’.”

Ciro Gomes, por sua vez, disparou a habitual metralhadora verbal giratória, tão logo Haddad tenha recebido a unção de Lula: “fui convidado a exercer esse papelão aí, de candidato a vice de araque para amanhã ser escolhido, na frustração do povo, pela não candidatura do Lula. Não é assim que se constrói uma liderança para um país.”

Alckmin, o candidato a presidente mais fraco da história do PSDB, foi na mesma linha: “parou a enganação. É inacreditável o que o PT fez esse tempo todo sabendo que o Lula não seria candidato, e com dois objetivos: o primeiro é vitimização, e o segundo, proteger o Haddad — afirmou Alckmin ontem em São Paulo”.

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“DEUS MERCADO” SENTE QUE HADDAD JÁ GANHOU: BOLSA DESABA E DÓLAR VAI A R$4,18
Via Infomoney em 11/9/2018

Os negócios no mercado brasileiro são, mais uma vez, influenciados pelas expectativas com as eleições presidenciais. Os investidores repercutem a pesquisa Datafolha na terça-feira [11/9], que não mostrou o enfraquecimento da esquerda, conforme era esperado após o atentado sofrido por Jair Bolsonaro (PSL) na quinta-feira [6/9]. Ao mesmo tempo, as bolsas internacionais registram queda, de olho na tensão comercial entre China e Estados Unidos.

Às 11h38 (horário de Brasília), o Ibovespa acentuava suas perdas e tinha queda de 2,18%, aos 74.768 pontos. O contrato do dólar com vencimento em outubro registrava ganhos de 2,09%, cotado a R$4,18, e o dólar comercial subia 1,83%, para R$4,168 na venda. O risco-Brasil, medido pelo CDS, e os juros futuros também sobem.

O Datafolha mostrou aumento dentro da margem de erro para Bolsonaro, que agora tem 24%, oscilando para cima contra 22% no levantamento de 22 de agosto. Em segundo lugar, a disputa ficou embolada entre quatro candidatos: Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), provável candidato do PT com a impugnação da candidatura de Lula pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Vale destacar a evolução dos nomes nas pesquisas: Ciro apresentou um notável crescimento, Marina “desidratou”, Alckmin chegou aos dois dígitos, mas com crescimento ainda em ritmo baixo, ao mesmo tempo em que Haddad passou de 4% na pesquisa de 22 de agosto para 9% no levantamento divulgado ontem. Já no 2º turno, Bolsonaro não venceria em nenhum dos cenários simulados (veja a análise clicando aqui).

Ainda no destaque político, Haddad deve assumir hoje a chapa presidencial do PT, até 19h (de Brasília) quando termina o prazo para que o partido oficialize a troca de candidato. Além disso, é esperada para essa noite a divulgação de mais uma pesquisa, do Ibope.

Enquanto isso, durante a manhã, mais um fator complicador para Alckmin: o seu correligionário, o ex-governador do Paraná Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB, foi preso na manhã desta terça-feira pelo Gaeco em Curitiba, no Paraná.

O cenário externo também não é favorável. O crescente receio sobre as relações comerciais entre as maiores economias do mundo pressiona as bolsas globais. Segundo a Reuters, a China pediu autorização à OMC (Organização Mundial do Comércio) para impor tarifas aos Estados Unidos. A Casa Branca anunciou na segunda-feira [10/9] que está coordenando uma segunda reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un.

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