Datafolha: A consagração da tática do PT e o desespero da direita

Mauro Lopes em 10/9/2018

Primeiras impressões do Datafolha.

Importante: o campo foi feito na segunda-feira [10/9], já absorvendo boa parte do impacto da facada e antes da oficialização de Haddad.

Por isso, a pesquisa é:

1) Péssima para Bolsonaro, que depois da facada não cresceu nada –oscilou de 22% para 24%. Pra piorar, nem mesmo sua condição de vítima diminuiu a rejeição, ao contrário, pulou de 39% para 43%.

2) Excelente para o Haddad, que mais que dobrou na pesquisa mesmo sem ter sido oficializado como candidato, saltando de 4% para 9%. Sua rejeição é baixa, 22%. Só amanhã saberemos se a pesquisa teve a questão que importa, apresentando ao eleitor Haddad com apoio de Lula, que é seu real potencial eleitoral (ele deve estar empatado com Bolsonaro ou mesmo um pouco acima, se a tendência observada nas últimas pesquisas se confirmar).
ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE: Apenas às 22 horas da segunda-feira [10/9], a Folha de S.Paulo liberou a informação, no meio de duas reportagens que é talvez a mais importante da pesquisa: 49% do eleitorado admite votar no candidato de Lula (33% “com certeza” votam no nome indicado por Lula e mais 16% que dizem “poder votar”).

Outras constatações:

3) Ciro saltou de 10% para 13%. Uma pesquisa que é um sonho pra o campo progressista. Subida de Ciro desenha uma aliança progressista imbatível no 2º turno.

4) Marina despencou de 16% para 11% e começa a sair do jogo.

5) A aposta de muitos no crescimento de Alckmin depois do horário eleitoral gratuito foi um fiasco. Ele oscilou de 9% para 10%

Um registro importante: Lula, que previu consequência zero na facada sobre a eleição, afirma-se como o mais sensível dos líderes políticos do país.

Consequências da pesquisa:

1) Bolsonaristas devem ligar o modo pânico e irão embarcar cada dia mais na lógica do golpe, montando a história de que a facada teria sido uma “trama política” para prejudicá-lo, no roteiro desenhado pelo comandante do Exército no fim de semana. Setores militares irão apoiar essa linha.

2) O Estado de S.Paulo já embarcou nessa lógica do golpe há alguns dias. O restante da mídia deve observar o cenário, mas pode aderir se considerar a vitória do PT inevitável. Alckmin e o PSDB devem… mas eles tem alguma relevância agora?

3) A candidatura de Haddad (Lula) e Manoela deve deslanchar, assumindo rapidamente não apenas a liderança como o protagonismo nas eleições.

4) Está aberto o terreno para uma conversa entre o PT e Ciro para o 2º turno.

5) A tensão vai aumentar ainda mais.

6) Conclusão final: a tática do PT está se consagrando vitoriosa. Lula e a direção do partido acertaram em cheio e mantiveram o leme mesmo debaixo do fogo cerrado da direita, de Ciro e de outros setores da esquerda.

Leia também
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Uma resposta to “Datafolha: A consagração da tática do PT e o desespero da direita”

  1. heloizahelenapiasblog Says:

    N voto mais, q coisa BVOA, SE VOTASSE, IRIA VOTAS NO HADDAD. e vou aconselhar para q faça valer a opção de indica-lo. ________________________________________

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