As ligações de Amoêdo com o partido do Itaú e com os metacapitalistas, tipo George Soros

Amoêdo tem um Itaú de vantagens.

Vivi Orto em 26/8/2018

No governo Sarney, após o governo militar, inicia-se o plano de privatização das empresas estatais brasileiras, sob o comando de Fernão Bracher, diretor do Banco Central (BC) à época: 18 grandes estatais foram privatizadas. Bracher após sair do governo dá início à formação de seu próprio banco (BBA), tendo Joao Amoêdo na equipe – que anos depois se tornou diretor-presidente da instituição.

Em 1990, no governo Collor, é criada a lei que institui oficialmente o Programa Nacional de Desestatizações. Em 1991, Armínio Fraga assume a diretoria de Operações Internacionais do Banco Central, onde fica até ser contratado em 1993 para a direção do Fundo de Investimento de George Soros nos EUA.

No ano de 1991 somente o BBA foi autorizado pelo BC a abrir uma filial nas Bahamas para coordenar a formação de um consórcio de bancos e investidores nacionais e internacionais que iriam investir na compra das estatais brasileiras. Em 1992 o processo é atrasado, pois se desenrola o impeachment de Collor.

Em 1993 o presidente Itamar Franco nomeia Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda que, por sua vez, nomeou Gustavo Franco como secretário da Política Econômica e posteriormente presidente do BC com FHC assumindo a Presidência da República em seguida.

Dava-se início à privatização em massa das grandes estatais brasileiras, projeto coordenado pelo PSDB, dirigido por Pedro Malan (ministro da Fazenda); Gustavo Franco, Gustavo Loyola e Armínio Fraga (os três alternando na presidência do BC) e por fim operacionalizado pelo BBA (sob gestão de Joao Amoêdo e Fernao Bracher).

Dos bancos de investimento nacionais, o banco Itaú fez o maior número de aquisições, comprando os bancos públicos dos estados do Paraná (Banestado), do Rio de Janeiro (Banerj), de Minas (Bemg) e de Goiás (BEG). Após o fim das negociações, a instituição organizadora do consórcio de investidores (BBA) também foi adquirida pelo Itaú.

Fernão Bracher assume cadeira da vice-presidência do Conselho Diretor do Itaú e Amoêdo a vice-presidência do Unibanco. Alguns anos depois o Unibanco também é comprado pelo Itaú. Amoêdo então assume a direção do Conselho Diretor do Itaú em 2008 e Fernão Bracher a vice-presidência do banco. Atualmente, o presidente do Banco Itaú é o filho de Bracher, Cândido Bracher, nomeado em 2017. Amoêdo deixa a administração do Itaú em 2015 para assumir a presidência do Novo, partido político fundado com participação societária, segundo o TSE, de Amoêdo, Fernão Bracher, Armínio Fraga, Jayme Garfinkel, Carlos Sicupira, Pedro Sales e Eduardo Mazzilli – com exceção de Fraga todos os nomes são executivos da alta cúpula do Itaú.

No primeiro ano do segundo mandato de FHC veio à tona o escândalo do que ficou conhecido como a Privataria Tucana – anos depois retratada e explicada em livro investigativo do jornalista Amauri Ribeiro com o mesmo título. À época foi deflagrada a Operação Macuco pela Polícia Federal, paralelamente com a CPI do Banestado.

Inicialmente em torno de 20 pessoas dentre políticos – majoritariamente do PSDB -, banqueiros e doleiros foram indiciados pelo Ministério Público por acusação de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa, evasão de divisas e subprecificação das estatais negociadas. Em seu livro Amauri detalha que o prejuízo estimado aos cofres públicos remontaria à ordem de trilhões de reais. A série O Mecanismo, da Netflix, tem nesse episódio seu ponto de partida: 14 acusados foram condenados pelo juiz Sérgio Moro, mas a investigação foi esvaziada pois os processos saíram da mão do juiz para o TRF e STJ e somente dois acusados foram condenados. Também o MPF não teve autorização pelo STF de negociar as delações, consideradas ilegais à época. Os três órgãos de investigação à época (PF, CPI e MP) acusaram Gustavo Franco como principal responsável pelo esquema. O banqueiro manteve-se filiado ao PSDB até 2017 quando então migrou para o partido Novo assumindo a presidência da Fundação Novo e a responsabilidade pela elaboração do plano econômico de governo deste partido. Em 2018, Amoêdo deixa a presidência do Novo para candidatar se a presidente da República e, em seu lugar, Moisés Jardim assume a presidência do Novo. Moisés Jardim também é atual diretor executivo do Setor de Financiamentos e Hipotecas do Banco Itaú.

Estejam avisados, depois não reclamem que não sabiam que votaram em globalistas internacionais que venderão as estatais do país visando o lucro e a especulação de juros, enquanto o país continua mergulhado em insegurança e violência.

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