Depois de 26 dias, ativistas encerram greve de fome

Ato em apoio e solidariedade aos grevistas no sábado [25/8] em Brasília anuncia o fim da mobilização. Foto: Michelle Calazans | Ascom Cimi.

Em ato na manhã de sábado [25/8], grevistas conclamam população a seguir mobilizada, construindo a resistência democrática a partir das ruas, em defesa do direito de Lula ser candidato

Via RBA em 25/8/2018

Desde 31 de julho os ativistas Jaime Amorim, Zonália Santos, Rafaela Alves, Frei Sérgio Görgen, Gegê Gonzaga, Vilmar Pacífico e Leonardo Soares estão em Brasília, sem receber nenhum tipo de alimentação, evocando o instrumento de luta e resistência popular da greve de fome para mobilizar o povo, despertar o debate político, forçar o debate com o poder judiciário em sua mais alta instância e reafirmar que em um Estado Democrático a vontade do povo deve sempre ser respeitada. Ao decidir pela interrupção da greve no sábado [25/8], os sete acolheram o chamado de suas organizações para retornar às bases e fomentar a luta popular com o potencial simbólico do ato praticado.

O ato que encerra a greve de fome não representa um final nesta jornada, ao contrário, é uma nova etapa que começa, sintetiza Jairo Amorim, que se pronunciou em nome do grupo. Alojados no Centro Cultural de Brasília (CCB), os grevistas receberam de suas organizações e também das instituições e grupos que os apoiaram desde o primeiro dia ou que se somaram ao ato ao longo da jornada, uma celebração que reflete a gratidão pelo exemplo e reafirma o compromisso popular de multiplicar a mensagem e o desafio que foram apontados ao longo de toda a greve.

“Ao longo dos 26 dias, foi feito um grande debate com a sociedade brasileira, denunciando a volta da fome, e mostrando para o mundo as consequências do golpe, o aumento da violência, o abandono dos mais pobres por parte do estado e o papel que o poder judiciário exerceu para que isso acontecesse”, declarou Amorim. “O judiciário cumpriu um papel decisivo a favor do golpe e contra o povo, mostramos para todos esses cenários em que se conduziu a judicialização da política e a politização do poder judiciário, o que é incompatível com uma sociedade democrática”, acrescentou. Para os sete ativistas, tão importante quanto dialogar com os ministros do Supremo, foi conquistar a solidariedade ativa da população, que ampliou por meio de suas redes pessoais as mensagens dos grevistas que repercutiram quase que exclusivamente pelos canais de mídia progressistas, sendo propositalmente bloqueados pelos principais canais de comunicação da mídia comercial.

“Ao sair da greve temos consciência de que cumprimos um papel importante, ajudamos a mobilizar e organizar o povo, colocamos em pauta novas perspectivas para este país, evocamos a ideia de um Brasil-Nação para todos os brasileiros”, afirma Amorim. “Nós saímos da greve para um outro patamar da luta, seguiremos lutando pela liberdade de Lula, mas olhamos para a frente vislumbrando o Congresso do Povo e a consolidação da Frente Brasil Popular como um instrumento de desenvolvimento político e social para toda nossa gente, abrigando a nova militância que surgiu da resistência ao golpe e vem crescendo cada vez mais, uma militância sem vícios, que está disposta a ajudar a construir uma nova história possível e necessária.”

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