Luiz Marinho, governador: PT dá largada na campanha em São Paulo em clima de revanche contra os golpistas

“Caminhada da arrancada” marcou o primeiro dia de campanha do PT no centro de São Paulo.

Caminhada no centro da capital paulista reuniu petistas e aliados. Marinho, candidato a governador, prometeu fazer em quatro anos os que os tucanos não fizeram em décadas e denunciou “paralisia” do estado.

Tiago Pereira, via RBA em 16/8/2018

O PT e partidos aliados deram a largada oficial da campanha para as eleições na quinta-feira [16/8] com uma caminhada pelas ruas do centro de São Paulo. Estiveram presentes o ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, que concorre ao governo de São Paulo, Jilmar Tato, que disputa uma vaga ao Senado, além de parlamentares e candidatos ao Legislativo estadual e à Câmara dos Deputados. Do Teatro Municipal, os candidatos e militantes percorreram as ruas de comércio do centro da cidade, até a Praça da Sé.

Marinho, que também foi ministro do Trabalho e da Previdência, e comandou a CUT e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, prometeu tirar São Paulo do estado de “paralisia” atribuída às sucessivas gestões do PSDB. “Em mais de 20 anos, eles não resolveram um único gargalo no nosso estado. Pelo contrário, tudo só piorou. Só souberam levar presídios para o interior. Nós vamos levar o desenvolvimento, e fazer mais em quatro anos do que eles fizeram nesse tempo todo”, afirmou.

Ele também defendeu avanços na educação como forma de criar oportunidades para os jovens de São Paulo, acusou os tucanos de estabelecerem uma “confraria” com o crime organizado para reduzir índices de homicídio no estado, e chamou o ex-prefeito João Dória, adversário na disputa pelo governo estadual, de “João da Mentira”, que “diz uma coisa e faz outra”, e que afirma não ser político, mas “abandonou” a cidade de São Paulo para tentar outros cargos na política.

O vereador Eduardo Suplicy, também candidato ao Senado, aproveitou para clamar pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve a candidatura registrada nesta quarta-feira [15/8] para disputar um terceiro mandato presidencial. Além da defesa de Lula, a criação de emprego, renda e avanços em direitos sociais foram as marcas das gestões petistas destacadas pelos candidatos, que também afirmaram a necessidade de devolver, agora nas ruas, a derrota imposta pelos “golpistas”, que tiraram a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Tato destacou que tanto ele como Suplicy, no Senado, não votarão a favor de medidas como a dita reforma “trabalhista” do governo Temer, ou propostas que retirem direitos dos aposentados, “como fizeram os senadores do PSDB, que ajudaram a rasgaram a carteira de trabalho.” Ele também atribuiu a atual onda de desemprego ao governo Temer, e ressaltou que Lula ajudou a recuperar a indústria nacional.

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB/SP) afirmou que as eleições deste ano serão o “momento da virada”. “Não engolimos ainda o golpe que deram em 2016 numa mulher honrada para colocar esse vampirão. No dia 7 de outubro, vamos dar o troco nos golpistas. Tomaram o poder na mão grande, mas vão perder nas urnas de novo”. Jamil Murad, outro comunista histórico, diz estar otimista, porque “confia” na consciência do povo brasileiro. “Por mais manipulações, perseguições, prisões e todo tipo de agressão das elites, a gente vê uma corrente forte no meio do povo apoiando Lula presidente.”

Para a vereadora Juliana Cardoso (PT), que disputa uma vaga como deputada em Brasília, a caminhada serve para avisar a população da chegada das eleições, já que neste ano o período de campanha é mais curto, e as pessoas tem as atenções voltadas para a disputa presidencial. Ela aposta na força da militância para as propostas do partido chegarem a todos os cantos do estado de São Paulo. “Podem bater na gente todo os dias na Globo, falar mal na Folha e na Veja, mas não tiram o brilho da nossa militância.”

Assim como Juliana, o deputado estadual Zico Prado diz que a tragédia social promovida pelo governo Temer funciona como um dos principais “cabos eleitorais” do PT, porque o povo agora já sente “na pele, no prato” as consequências do golpe. “A população pelo estado não está mais tão brava. Já conseguiram compreender o que é o PT e o que está sendo o governo Temer, que tem por trás o PSDB.”

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