Gleisi compara Raquel Dodge a Usain Bolt pela sua velocidade em julgar a candidatura Lula

Na quinta-feira, dia 15/8, milhares de pessoas foram a Brasília apoiar a candidatura Lula.

PGR APRESENTA RECURSO CONTRA CANDIDATURA LULA; GLEISI COMPARA DODGE A USAIN BOLT
Presidenta do PT diz que se barrar a candidatura de Lula fosse prova de atletismo, Raquel Dodge já teria quebrado todos os recordes do velocista jamaicano.
Via RBA em 16/8/2018

Poucas horas depois de uma multidão realizar o registro coletivo da candidatura a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um terceiro mandato presidencial, ainda na noite desta quarta-feira (15) a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a sua impugnação. Ela diz que Lula não é elegível devido à confirmação da condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Com a condenação, segundo Dodge, Lula estaria em condição de inelegibilidade, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. Os advogados do ex-presidente afirmam que “vão enfrentar com fundamento na lei” todos os pedidos de impugnação que vierem a ser protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Se pra barrar a candidatura de Lula fosse corrida dos 100m e 200m rasos, Raquel Dodge a essa altura já teria quebrado todos os recordes do velocista Usain Bolt”, ironizou a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR). Pelo Twitter, ela classificou a decisão como “lamentável”. Segundo Gleisi, “rasa” é também “a conduta arbitrária de quem está a serviço do golpe”.

Dodge pede que o requerimento do registro de candidatura seja rejeitado liminarmente, e alega também que não há efeito jurídico que habilite Lula a ser considerado candidato sub judice, quando há a possibilidade de recursos a instâncias superiores. A defesa de Lula entrou com recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outro recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido da procuradora-geral será analisado pelo ministro Luís Roberto Barroso, sorteado relator do registro da candidatura Lula.

O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), considerou “um escândalo” a pressa da procuradora-geral contra Lula. “Raquel Dodge deve estar concorrendo a uma medalhinha de honra ao mérito dos golpistas. É uma militante de carteirinha da direita!”, afirmou o senador, também pelo Twitter.

Além da petição de Dodge, o TSE recebeu questionamentos da candidatura de Lula por parte de Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre (MBL), e do ator Alexandre Frota, que serão analisadas pelo ministro Admar Gonzaga.

***

RAQUEL DODGE E OS QUE SE SERVEM DO ESTADO
Está cada vez mais nítido que o grande problema político do país é a elite do funcionalismo público.
Luis Nassif em 16/8/2018

Já estava tudo pronto. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entrou com pedido de impugnação da candidatura do ex-presidente Lula junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quarta-feira [15/8]. O pedido caiu com o ministro do Luís Roberto Barroso.

Curiosamente, o protocolo de impugnação foi entregue junto com um documento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), confirmando a condenação e inelegibilidade de Lula, decidida pelos desembargadores da 8ª Turma dois dias antes. Na terça-feira, portanto um dia antes do Partido dos Trabalhadores registrar a candidatura de Lula, Dodge havia declarado à imprensa que só iria se pronunciar no momento adequado.

Legalmente, qualquer partido político ou pessoa poderia solicitar a impugnação da candidatura de Lula no TSE. Mas a procuradora-geral fez questão de tomar a frente nessa atividade, em nome do Ministério Público e do órgão que dirige, em partes para mostrar trabalho. Por outro lado, aponta para uma possível preocupação em ampliar espaços no poder da alta burocracia pública.

Elite do funcionalismo público. Também nesta quarta-feira ocorreu em São Paulo o lançamento de ‘Vontade popular e democracia – candidatura Lula?’. O livro reúne a análise de diversos autores, entre eles os juristas Gabriela Araújo, Eugênio Aragão, José Francisco Siqueira Neto e Wilson Ramos Filho.

No evento, foi lembrado o exemplo da Rússia. Na queda do czarismo, setores do funcionalismo público passaram para o lado dos sovietes. Depois, o mesmo grupo, procurou articular o golpe sobre os sovietes. Eles representam um fenômeno comum em toda disputa política, ou seja, aqueles que vão de acordo com o movimento dos ventos, independente de ideologia e partido.

O objetivo final desse tipo grupo é sempre o mesmo: garantia de poder, o Estado a seu serviço como instrumento para manutenção da instituição burocrática que representam. Só escapam desse movimento grandes caráteres, aqueles que conseguem superar o oportunismo.

Não ter percebido essa tendência do alto funcionalismo público, real problema do equilíbrio de poderes na democracia brasileira, foi o grande erro do PT, sobretudo quando julgou que instituições fortes garantiriam a democracia. Pelo contrário, instituições fortes garantem um Estado a serviço do funcionalismo público.

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