Renovar o Congresso é tão importante quanto eleger presidente

Luiz Fernando Padulla em 31/7/2018

Rege nossa Constituição que o país é dirigido por três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Resumidamente, cabe ao poder Executivo governar para o povo, respeitando os interesses públicos; ao Legislativo, compete a elaboração de leis de interesse público propostas pelo Executivo; enquanto que o Judiciário julga tais leis.

O poder Legislativo no Brasil é formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, compondo assim, o Congresso Nacional. Ou seja, cabe a esses representantes não apenas elaborar as leis, mas também aprová-las em cada uma das casas.

Note, caro leitor(a), qual a importância de votarmos em deputado e senadores que estejam alinhados com o programa político de um(a) presidente. O exemplo claro disso foi o que aconteceu com a presidenta Dilma, golpeada de seu cargo – a qual foi legitimamente reeleita por mais de 54,5 milhões de votos. Pelo fato da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ser formada por uma maioria opositora – e, claro, insatisfeitos com as políticas de combate à corrupção que os ameaçava – conseguiram dar o golpe parlamentar, instituído sob a farsa de um impeachment – com um “grande acordo nacional… com o STF, com tudo!”.

Escrevo esse pequeno artigo justamente para que saibamos escolher e votar em candidatos que estejam comprometidos com ideias progressistas; candidatos que se posicionaram contra o golpe em 2016 e que desde então, tenham mostrado resistência na luta contra os abusos que nossa democracia vem sofrendo desde então.

Não se deixe enganar e se levar por políticos oportunistas, como por exemplo, aqueles que se dizem defensores dos animais, dos pobres e dos interesses sociais, mas que estão representando partidos claramente da bancada “BBB” – bíblia, bala e boi, isto é: contra todos os interesses que propagandeiam para alcançar votos.

Por via das dúvidas, se não tiver um candidato, vote na legenda de partidos progressistas e alinhados com políticas públicas esquerdistas – PT, PCdoB, PSOL, PDT.

E não caia na falácia do voto nulo. Nenhuma eleição será anulada se houver maioria de votos nulos e/ou brancos! Esses votos não são considerados válidos e assim, não entram no cálculo final na apuração. Apesar de demostrar a insatisfação do povo – e a necessidade de revermos a obrigatoriedade do voto –, de nada adiantará.

Em outubro teremos a chance de varrer do cenário partidos golpistas como PSDB, (P)MDB, DEM, PR, PRB, PTB que enganaram o povo e colocaram o Brasil em situação vexaminosa e de calamidade no cenário mundial. É culpa dessa corja partidária que temos a volta da mortalidade infantil, da fome, dos índices tucanos de desemprego, da precarização do trabalho e perda dos direitos trabalhistas. A renovação do Congresso Nacional deve ser feita exterminando esses canalhas e lesa-pátria. E isso caberá a cada um de nós, em cada um de nossos votos.

Lembre-se sempre que urna não é penico, afinal, a m**** sempre sobra para você!

Luiz Fernando Padulla é professor, biólogo, doutor em Etologia, mestre em Ciências, autor do blog “Biólogo Socialista”.

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