Esquivel leva mensagem do Papa à Cármen Lúcia e pede Lula Livre

Grupo visitou Cármen Lúcia para pedir Lula Livre.

O Nobel da Paz esteve no STF junto com a jurista Carol Proner e o ator Osmar Prado para pedir respeito à presunção da inocência e à Constituição.

Via Portal do PT em 14/8/2018

O ativista dos Direitos Humanos e ganhador do Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel participou de uma reunião, na tarde de terça-feira [14/8], com a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, para falar do golpe e da prisão política de Lula. Além dele, estiveram no encontro a jurista Carol Proner, o ator Osmar Prado e o Frei Sérgio Gröjen, um dos sete grevistas de fome que pede a liberdade ao ex-presidente.

Esquivel disse que fez questão de lembrar a presidente do STF do estado de exceção em que o país se encontra desde o golpe de estado, que tirou a presidenta legítima Dilma Rousseff. “Falamos do que está acontecendo no Brasil e na América Latina. Para que eles [ministros] tomem consciência de que Lula é um preso político reconhecido por várias nações. Precisamos encontrar uma saída justa para o povo brasileiro”, relata.

A jurista Carol Proner, uma das autoras do livro Comentários a um Acórdão Anunciado – O Processo Lula no TRF4, revelou que o grupo levou à Cármen Lúcia a mensagem do Papa Francisco sobre os “golpes brancos” que estão ocorrendo na América Latina. “Fizemos um relato da ida ao Vaticano, na nossa visita ao Papa para falar dos retrocessos que o Brasil está passando, praticamente 20 anos em 2, da grave crise de Direitos Humanos, da violência aos líderes populares e indígenas e da intolerância religiosa”.

“Falamos também da questão jurídica da presunção da inocência e do papel do Judiciário nas eleições de 2018. Transmitimos a ela a mensagem do Papa que identifica que na América Latina está ocorrendo um processo de criminalização [de líderes] por parte das mídias e que, segundo o Papa, depois aos judiciários dos países latino-americanos não lhes restam saída a não ser inventar leis para ratificar aquelas acusações antecipadas pela imprensa”, conta Carol.

Lula candidato
O ator Osmar Prado revelou que a presidente do STF ouviu os relatos do grupo com atenção e acredita que ela saiu sensibilizada. Ele aproveitou para exaltar a coragem e força de Lula. “Como artista eu estou aqui clamando por Justiça e pela liberdade de Lula, que é um preso político. Ele precisa concorrer porque é o líder de todas as pesquisas. Amanhã teremos a inscrição de sua candidatura. É preciso manter resistência. Ele poderia simplesmente ter pedido asilo político, mas tem muita coragem de ficar e reafirmar sua inocência”, exalta Prado.

Carol Proner revelou ainda que a conversa também tratou da execução antecipada da pena de Lula, que fere a observância do princípio constitucional da presunção da inocência, e da consequente necessidade de avaliação das ADCs 43 e 44, que tratam da prisão após condenação em segunda instância. “Nos cabe defender a Democracia e os direitos políticos do ex-presidente, sua liberdade, e a de um quarto dos presos brasileiros que estão em regime fechado por conta da interpretação que não respeita a presunção da inocência, segundo dados do CNJ [Conselho Nacional de Justiça]”, revela a jurista.

Esquivel falou à Cármen Lúcia da iniciativa de indicar o ex-presidente ao prêmio de Nobel da Paz por todas as políticas que combateu a miséria. “Eu lembrei ela que propus que Lula seja o Nobel da Paz por todo trabalho realizado para os mais pobres. Ele tirou 36 milhões de pessoas da miséria e deu uma vida digna, com saúde, educação e trabalho. Espero que isso alimenta o coração da ministra”, explica o ativista.

Ao longo da reunião, a jurista entregou a presidente do STF assinaturas fruto da intensa solidariedade internacional a Lula. Uma série de manifestações ocorreram em várias partes do mundo, que reforçam a defesa da liberdade do ex-presidente e pelo seu direito de disputar as eleições em outubro.

“Levamos a ela as 240 mil assinaturas nominais e impressas, colhidas de juristas do mundo inteiro, pedindo a liberdade de Lula por reconhecer a condição de preso político. O povo tem noção do que é justo e não precisa ser jurista. Se havia alguma dúvida quanto a perseguição, o dia 8 de julho deixou evidente que existe uma vontade de mantê-lo preso. Isso é revoltante porque temos o direito político de Lula ser candidato e o do povo de votar em quem quer que seja. As eleições de 2018 estão aprisionadas se Lula não for candidato”, aponta Carol.

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