Lula, Haddad e Manuela: PT e PCdoB confirmam chapa de esquerda para vencer quinta eleição seguida

Via PT na Câmara em 6/8/2018

Em reunião encerrada pouco antes da meia-noite de domingo [5/8], as presidentas do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), e do PCdoB, deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), anunciaram Manuela D’Ávila (PCdoB) como vice-presidente na chapa que terá Lula candidato a presidente da República. Nesse primeiro momento, entretanto, devido à situação jurídica da candidatura Lula, o coordenador do Plano de Governo Lula, Fernando Haddad, será registrado como vice-presidente. A chapa terá ainda o Pros e o PCO na coligação e a frente tem o aval e o apoio dos governadores do Nordeste, de Minas Gerais e da maioria do PSB.

“O importante é que a partir de segunda-feira [6/8] Haddad e Manuela estarão juntos percorrendo o Brasil com uma agenda forte”, destacou Gleisi na coletiva à imprensa.

A aliança histórica com entre os dois partidos foi ressaltada em todas as falas da coletiva. Gleisi Hoffmann frisou o “papel fundamental” da pré-candidatura de Manuela D’Ávila para o fortalecimento e a unidade da esquerda progressista e popular na atual conjuntura. “A Manuela representa a força da mulher, da jovem, representa força e determinação”, disse a senadora.

Luciana Santos também mencionou os mais de 30 anos de parceria do seu partido com o PT e a luta conjunta de ambos em defesa da soberania nacional, da democracia e da redução das desigualdades sociais.

Em seu pronunciamento, Haddad agradeceu o apoio e destacou a importância da união da centro-esquerda com a aliança fechada entre PT, PCdoB, Pros e PCO em torno de Lula. “Fico muito feliz com a unidade em torno dessa figura extraordinária, o maior líder da esquerda que é o presidente Lula. Vamos pela quinta vez junto com o PCdoB e tenho certeza que vamos para um pentacampeonato. Mesmo com toda perseguição Lula só cresce nas pesquisas e vai ser um prazer cruzar o país ao lado da Manuela. Agora vamos compatibilizar nossos programas”, indicou Haddad.

A presidenta do PT também lamentou a anormalidade desta eleição e a perseguição ao presidente Lula, apontando como exemplo a resolução do Tribunal Superior Eleitoral que obrigou a escolha do vice até a meia-noite de domingo [5/8]. “Os partidos sempre tiveram prazo entre as convenções e o registro da chapa para fazer os ajustes. Nesta eleição foi diferente, tudo para tentar inviabilizar a candidatura de Lula. Mas vamos com ele até o fim”, reafirmou Gleisi.

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