Lula conclama povo de Minas Gerais a fazer justiça nas urnas votando Pimentel e Dilma

Convenção confirma candidatura de Dilma ao Senado e de Pimentel à reeleição.

Ex-presidente destaca histórico de lutas pela liberdade dos mineiros e pede votação histórica para seguir luta contra herança maldita do PSDB no estado.

Via RBA em 5/8/2018

No domingo [5/8], que consagrou as candidaturas de Fernando Pimentel à reeleição como governador de Minas Gerais e da presidenta deposta injustamente Dilma Rousseff ao Senado, o ex-presidente Lula mandou carta ao povo mineiro.

Destacando a luta nos momentos decisivos da história do país, Lula conclamou os mineiros a reeleger Pimentel e a fazer justiça nas urnas ao dar uma “votação histórica” a Dilma, deposta por um golpe que teve o estopim aceso pelo ex-governador de Minas Aécio Neves, derrotado por ela em 2014.

Confira a íntegra da carta:

Queridas companheiras, queridos companheiros.

Minas, que esteve sempre presente nos momentos decisivos do Brasil, tem um novo encontro marcado com a História. 7 de outubro é o dia dizer nas urnas que esse povo que lutou pela liberdade e pela independência não aceita ser novamente colônia de ninguém. Não aceita ser outra vez escravizado, nem ter suas riquezas entregues de graça aos estrangeiros. Essa terra, que será sempre a dos inconfidentes, não tolera a traição, nem as perseguições políticas promovidas pela mesma elite colonizada e predadora de sempre.

Fui perseguido, condenado e preso sem nenhum crime cometido, a não ser o de lutar pela soberania do Brasil e pela liberdade do povo brasileiro. Nem assim nossos adversários ficaram saciados. A prova disso é que o encontro de hoje reúne duas outras vítimas da traição e da perseguição política. Companheiros na luta contra a ditadura, Fernando Pimentel e Dilma Rousseff enfrentam hoje juntos interesses poderosos contra o povo de Minas e do Brasil.

O PSDB, com apoio da grande mídia e de parte do Ministério Público e do Poder Judiciário, não se contentou em golpear a primeira mulher presidenta do Brasil, e colocar um fantoche em seu lugar. Tentaram também impedir a candidatura da Dilma ao Senado, porque sabem que serão derrotados, como foram em 2014, em Minas e no Brasil.

Não satisfeitos em perseguir a Dilma, nossos adversários tentaram impedir também a candidatura do Pimentel à reeleição. Conspiraram e continuam a conspirar, noite e dia. Deixaram de herança maldita para Minas uma dívida absurda, fruto da irresponsabilidade e do desgoverno, e usaram de todos os meios para impedir a negociação dessa dívida com a União. Queriam deixar Minas ingovernável, achando que com isso prejudicavam o PT, quando na verdade estavam causando sofrimento ao povo mineiro.

Não é por outra razão que o candidato deles, aquele que não aceitou a derrota em 2014 e acendeu o pavio desse golpe que trouxe de volta a miséria, a fome e a mortalidade infantil, achou mais prudente tirar o time de campo para não enfrentar nossa presidenta outra vez nas urnas. Aécio Neves, que chegou a pedir recontagem de votos após perder em 2014, está lançando um prato novo, meio diferente, que não tem muito a ver com a cozinha mineira nem é muito ecológico: o escondidinho de tucano. O povo mineiro não vai engolir essa receita indigesta nem para presidente, nem para governador, nem para o senado, nem para deputado federal.

É por isso que no dia 7 de outubro nós vamos reeleger o Pimentel governador. E vamos dar à Dilma uma votação histórica para o Senado, para fazer justiça nas urnas, com o povo.

Um grande abraço,

Luiz Inácio Lula da Silva

***

DILMA: VAMOS DERROTAR O GOLPE EM SEU BERÇO, MINAS GERAIS
Via Brasil 247 em 3/8/2018

“O golpe de 2016 tem dois de seus principais protagonistas aqui e novamente vamos enfrentá-los e derrotá-los”, disse a ex-presidente Dilma Rousseff em discurso na reunião do Diretório Estadual do PT em Minas Gerais, na tarde de quinta-feira [2/8]. Ela referia-se a Aécio Neves e Antônio Anastasia, figuras-chaves no golpe. O primeiro, praticamente um pária na política, será candidato a deputado federal; o segundo, a governador.

Minas Gerais foi o berço de golpe de 1964 e, novamente, em 2016, e Dilma relacionou os dois momentos: “Faço parte dessa história muito forte aqui de Minas. Se o golpe de 64 me afastou de Minas, o golpe de 2016 me obriga a voltar”.

“Espero que sejamos capazes de reverter aqui a dominação desses dois protagonistas do golpe e eleger Fernando Pimentel governador de Minas Gerais para o segundo mandato”, afirmou ainda Dilma, primeira colocada em todas as pesquisas para disputa do Senado em Minas Gerais, com mais de 20% das intenções de voto.

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