Papa recebe mãe de Marielle Franco e defensores da liberdade do ex-presidente Lula

Da esq. para a dir.: Marinete da Silva, mãe de Marielle, Carol Proner, advogada e jurista, Papa Francisco, Paulo Sérgio Pinheiro e Cibele Kuss, pastora luterana representante da Conic.

Via DCM em 3/7/2018

A coluna de Mônica Bergamo na Folha informa que O Papa Francisco recebeu na sexta-feira [3/7] mais um grupo de brasileiros que o procuraram para denunciar a violação de direitos humanos no país e criticar a prisão de Lula. A comitiva era formada por Marinete Silva, mãe da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ), assassinada em março, a advogada Carol Proner, co-autora de um livro que critica a condenação do ex-presidente Lula, a pastora luterana Cibele Kuss e Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de Direitos Humanos e ex-coordenador da CNV (Comissão Nacional da Verdade).

De acordo com o jornal, o encontro ocorreu um dia depois de o santo padre ter recebido o ex-embaixador brasileiro Celso Amorim. O diplomata entregou a ele um livro sobre Lula, e recebeu de volta um bilhete do Papa para o ex-presidente pedindo que o petista orasse por ele. “O Papa está muito preocupado com a situação da América Latina e nos disse que está acompanhando tudo de perto”, diz Carol Proner. Ela relata que entregou dois livros ao pontífice: um deles sobre o impeachment de Dilma Rousseff e o outro sobre a sentença do juiz Sérgio Moro, que condenou Lula.

“Eu expliquei a ele que a forma como a Operação Lava-Jato está sendo conduzida, com a flexibilização de provas, de forma seletiva, e com a mídia elegendo juízes heróis, acaba gerando injustiças”, afirma ela. “Disse que o próprio Supremo Tribunal Federal violou um direito universal, que é o da presunção da inocência. Expliquei que isso prejudica não apenas o Lula mas milhares de pessoas que estão na mesma situação e que têm violado seus direitos de forma irreparável”. Proner afirma que, neste momento, o Papa repetiu palavras semelhantes às de um discurso que fez em maio, sobre a forma como, segundo ele, “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. A mãe de Marielle Franco entregou a ele uma camiseta com imagens da filha. O pontífice disse a ela que acompanha o caso de perto. E manifestou preocupação com o assassinato de lideranças comunitárias, de indígenas e de políticos que se manifestam em defesa dos direitos humanos das minorias, complementa a Folha de S.Paulo.

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