O jeito Globo de publicar denúncia contra o PSDB

Rogério Correia em 23/7/2018

A PF indiciou na segunda-feira [23/7] 12 pessoas envolvidas com o esquema de propinas no Rodoanel, em São Paulo. Claro, até os tapetes do Palácio dos Bandeirantes sabem que é algo que envolve o PSDB e gente graúda do partido, como o ex-governador e atual pré-candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin. Aliás, um dos indiciados foi secretário de Alckmin.

Aí o portal G1, da Globo, faz o inacreditável – ok, não tão inacreditável assim, vindo de quem vem: publica a matéria da denúncia em 11 parágrafos, 326 palavras e cita o nome de “Alckmin” uma única vez, lá no fim do texto. Faz o mesmo com o nome “PSDB”, também citado na “matéria” uma única vez, e lá no fim do texto. Nada na manchete nem na sub-manchete.

A pergunta é repetida, mas vem muito a calhar: e se fosse alguma denúncia referente a um governo do PT? Como o G1 e a Globo publicariam?

No fim das contas, aos olhos do público que se informa apenas por esses meios mais tradicionais, a realidade é alterada seguindo os interesses de grupos específicos.

O Brasil perde. E de goleada.

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Rogério Correia é deputado estadual do PT/MG.

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PF INDICIA EX-SECRETÁRIO DE ALCKMIN POR DESVIOS DE R$600 MILHÕES DO RODOANEL
Via DCM em 23/7/2018

A Folha informa que a Polícia Federal indiciou o ex-presidente da Dersa e ex-secretário estadual do governo Geraldo Alckmin (PSDB/SP) Laurence Casagrande Lourenço sob a acusação da prática do crime de fraude a licitação no projeto do trecho norte do Rodoanel de São Paulo.

O ex-diretor de Engenharia da Dersa Pedro da Silva também foi indiciado pela PF. Os dois ex-dirigentes da estatal paulista estão presos desde o dia 21 de junho no âmbito da Operação Pedra no Caminho.

Eles são acusados de envolvimento na assinatura de aditivos contratuais que supostamente favoreceram de forma fraudulenta a empreiteira OAS e teriam causado prejuízos de mais de R$600 milhões aos cofres estaduais.

Agora o Ministério Público Federal deve decidir nos próximos dias se oferece denúncia criminal contra os suspeitos na investigação. A Procuradoria também pode pedir a realização de novas diligências ou requerer o arquivamento do caso.

[…]

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