Aécio recebia 2% de propina em esquema no Banco do Brasil desde FHC

Via Jornal GGN em 20/7/2018

Condenado no mensalão, Marcos Valério fez um acordo de delação com a Polícia Federal que expõe, mais uma vez, a seletividade e partidarismo da Lava-Jato. Isso porque, segundo O Globo de quinta-feira [20/7], Valério entregou material que pode render investigações sobre corrupção no governo FHC, envolvendo contratos do Banco do Brasil, Fundacentro e Eletrobras. Além disso, desnudou os esquemas que financiaram ilegalmente a carreira política de Aécio Neves (PSDB).

Segundo o jornal, Valério afirmou que Aécio recebeu propina de 2% sobre os contratos do Banco do Brasil com sua empresa de publicidade, desde a década de 1990.

“No acordo, Valério sustenta que suas agências de publicidade participaram do financiamento ilegal da atividade política de Aécio desde os anos 90. Afirma que o tucano recebia 2% do faturamento bruto dos contratos do Banco do Brasil no governo FH, valores que seriam pagos por meio de Paulo Vasconcelos, citado como representante de Aécio junto à empresa”, apontou o jornal.

“Valério também sustenta que parte dos recursos desviados da campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB/MG), em 1998 – no processo que ficou conhecido como mensalão mineiro – abasteceu caixa 2 da campanha de Aécio a deputado federal”, acrescentou.

O acordo, que aguarda homologação do Supremo Tribunal Federal, também citou pagamentos a PT e PMDB durante o governo Lula. Valério disse que José Dirceu, por exemplo, ganhava uma “mesada” de R$50 mil em cima de contratos de publicidade do governo.

Ao jornal, a assessoria de Aécio informou que o senador “jamais participou de qualquer ato ilícito praticado por Valério” e negou que ele tivesse financiado o tucano por meio das agências. Segundo a nota, “é preciso que acusações feitas por delatores sejam sustentadas por provas verdadeiras, sob o risco de servirem, unicamente, para que réus confessos obtenham a impunidade penal”.

Valério foi condenado a 37 anos de prisão pelo mensalão e estava cumprindo a pena na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), mas foi transferido para a Associação de Proteção e Assistência a Condenados (Apac), em Sete Lagoas (MG), a pedido da PF, após fechar a delação.

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