Só depois de três anos, Lava-Jato denuncia executivo norte-americano

Luis Nassif em 13/7/2018

Na quarta-feira, dia 11/7, publiquei a história da empresa Vantage Drilling International, que corrompeu executivos da Petrobras para conseguir um contrato de US$1,8 bilhão de arrendamento de um navio-sonda. Em 2015, quando o caso foi revelado pelas delações de Jorge Zelada e Eduardo Musa, a Lava-Jato agiu rapidamente contra os subornados, mas nada fez em relação aos subornadores. A Petrobras rompeu o contrato, alegando problemas operacionais, além da revelação da corrupção. A empresa entrou com uma ação em Tribunal de Arbitragem dos Estados Unidos e conseguiu uma indenização de US$662 milhões.

Anotava, no artigo, que a Lava-Jato havia sentenciado os executivos brasileiros a mais de dez anos de prisão, e não havia tomado nenhuma medida penal contra os executivos da Advance.

Na quinta-feira, dia 12/7, três anos após a revelação do escândalo, foi feita a denúncia contra Paul Alfred Bragg, o principal executivo da Advance. A denúncia esmiúça a maneira como Zelada forçou a contratação da empresa pela Petrobras. Inclusive detalha a participação do controlador da empresa, o chinês Nobu Su.

Nenhuma medida foi tomada, no entanto, em relação à Trafigura, provavelmente a empresa com maior nível de corrupção na Petrobras.

Leia aqui a denúncia da Lava-Jato

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