Palmério Dória: “A Folha adubou condições para o Apocalipse Bolsonaro”.

Via Brasil 247 em 16/7/2018

O jornalista e escritor Palmério Dória afirmou em sua conta no Twitter que o jornal Folha de S.Paulo, “que descobriu tardiamente que a Lava-Jato é uma fraude – isso timidamente, só no aspecto das delações, sem adentrar nem de longe no desfazimento das empresas e empregos –, tem chance de descobrir até outubro que adubou as condições para o advento do Apocalipse Bolsonaro”.

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL/RJ) vem aparecendo em primeiro lugar nas pesquisas de intenções de votos, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é citado. Na primeira pesquisa Ibope deste ano, por exemplo, contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada no final do mês passado, o parlamentar alcança 17% dos votos, seguido pela ex-senadora Marina Silva, da Rede (13%).

Em terceiro lugar ficou o presidenciável Ciro Gomes, do PDT (8%). Na sequência apareceram Geraldo Alckmin, do PSDB (6%), Álvaro Dias, do Podemos (3%), Fernando Collor de Mello (PTC) e Fernando Haddad (PT), com 2% cada.

Cinco pré-candidatos atingiram 1% dos votos: Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Manuela D’ Ávila (PC do B), Levy Fidelix (PRTB), Rodrigo Maia (DEM), João Goulart Filho e Flávio Rocha (PRB) – este último desistiu de ser candidato. Outro com menos de 1%: 1%; Branco/nulo: 33%; e não sabe/não respondeu, 8%.

Posições polêmicas
Bolsonaro é conhecido por posições extremistas. Durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016, por exemplo, o parlamentar exaltou Carlos Brilhante Ustra, ex-chefe do Doi-Codi de São Paulo e torturador na ditadura, em seu voto a favor do impeachment no dia 17 de abril. Ao proferir seu voto, ele disse que o coronel é o “pavor de Dilma Rousseff” (veja aqui).

Ustra é apontado como responsável por ao menos 60 mortes e desaparecimentos em São Paulo durante a ditadura e foi denunciado por mais de 500 casos de tortura cometidos nas dependências do Doi-Codi entre 1970 e 1974.

O presidenciável também defende abertamente a pena de morte, manifestou posição contra direitos humanos nos presídios, e é a favor do porte de armas para a população.

De acordo com o parlamentar, “uma minoria de marginais aterroriza a maioria de pessoas decentes”. “Temos que buscar a redução da maioridade penal. Esses marginais não são excluídos. São vagabundos”, disse em vídeo publicado em fevereiro de 2014. “Tem que dar vida boa pra esses canalhas (presidiários)? Eles fodem nós a vida toda e nós trabalhadores vamos manter esses caras presos numa vida boa?. “Eles têm que se fuder”, disse (relembre).

Sobre a posse de arma, Bolsonaro disse que se trata de “um direito daqueles que querem praticar o direito da legítima defesa” – declaração foi divulgada em vídeo publicado em março do ano passado.

Ele já defendeu o projeto “Cura Gay”. Quando era do PP, o congressista chegou a dizer que “ter filho gay é falta de porrada” (assista aqui). O parlamentar também afirmou “que maioria é uma coisa, minoria é outra. Minoria tem que se calar” (veja aqui).

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