Pesquisa após manobra que impediu libertação de Lula mostra petista isolado na liderança

Via PT na Câmara em 13/7/2018

A primeira pesquisa de intenção de voto para a corrida presidencial realizada após o descumprimento da ordem judicial que ordenava a libertação do ex-presidente Lula da prisão, no domingo [8/7], aponta o petista novamente isolado na disputa, dessa vez alcançando o maior patamar em um mês. Divulgada pelo site InfoMoney na sexta-feira [13/7], a pesquisa semanal encomendada pela XP Investimentos (maior corretora do País no mercado financeiro) e feita pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipesp), aponta Lula com 30% das intenções de voto.

Segundo o levantamento, Lula cresceu dois% em relação à pesquisa da semana anterior. A amostragem foi realizada entre os dias 9 (segunda-feira) e 11 (quarta-feira) de julho.

De acordo com o InfoMoney essa foi a terceira vez que o ex-presidente atingiu a marca de 30% na série de pesquisas XP/Ipesp, iniciada em maio. Atrás de Lula aparece Jair Bolsonaro (PSL), com 20% das intenções de voto, mesmo patamar da semana anterior. Entre os outros candidatos melhores colocados, Marina Silva (Rede) tem 10%, enquanto Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) aparecem com 7% cada. Brancos, nulos e indecisos somam 15%.

Para o deputado Sibá Lula Machado (PT/AC), mesmo após as manobras para impedir a libertação de Lula ficou demonstrado que o apoio popular ao ex-presidente é sólido e tende a aumentar.

“Para nós é uma satisfação termos o presidente Lula na liderança da disputa eleitoral. Isso prova que o ex-presidente é um fenômeno político neste País. Enquanto as forças da direita, com apoio de parte do judiciário e da mídia, torciam pela desgraça do Lula após o descumprimento do alvará de soltura dele, menos de uma semana depois fica comprovado, por uma pesquisa de uma instituição financeira, que Lula está mais forte do que nunca. É com o povo que vamos tirá-lo da prisão e colocá-lo no (Palácio do) Planalto novamente”, afirmou.

Na simulação de disputa em segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista aparece à frente, com 40% a 33%, acima do limite máximo de margem de erro. Nesse caso, a pesquisa aponta 27% de intenção de votos brancos, nulos e indecisos.

Transferência de voto – Mesmo quando o nome de Lula não aparece nas simulações, fica comprovado na pesquisa a força de transferência de voto do ex-presidente. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), incluído em um cenário no lugar de Lula, salta de 2% nas intenções de voto para 12% com a simples menção de que seria o nome apoiado pelo ex-presidente.

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GUERRA ENTRE FAVRETO E MORO NÃO ABALOU INTENÇÕES DE VOTO EM LULA, QUE SEGUE FAVORITO
Via Jornal GGN em 13/7/2018

A guerra em torno da liberdade de Lula não abalou a candidatura do petista à presidência da República, segundo pesquisa do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) realizada entre 9 e 11 de julho, e divulgada pela InfoMoney na sexta-feira [13/7].

Em 8 de julho, o desembargador Rogério Favreto, do TRF4, concedeu a Lula uma liminar em habeas corpus e determinou sua soltura imediata. Mas o juiz Sérgio Moro agiu para impedir que o ex-presidente deixasse a prisão em Curitiba.

Apesar da crise, as intenções de voto em Lula oscilaram 2 pontos para cima em relação à pesquisa anterior e está em 30%. Atrás do petista aparece Jair Bolsonaro, com 20% das intenções de voto. Marina Silva tem 10% e Geraldo Alckmin e Ciro Gomes empatam com 7%. Brancos, nulos e indecisos somam 15%.

A margem de erro da pesquisa encomendada pela XP Investimentos é de 3,2%. “Como o movimento de Lula se deu dentro da margem de erro, é necessário monitorar o desempenho do petista nas próximas pesquisas para saber se, de fato, ele cresceu”, indicou a Info Money.

Quando Lula não está na disputa, Bolsonaro lidera a corrida presidencial com até 10 pontos de vantagem em relação aos adversários, que estão tecnicamente empatados. Nesse cenário sem Lula, o grupo dos que não votam em nenhum candidato atinge 35%.

Quando Fernando Haddad é apresentado como o candidato de Lula, ele salta de 2% para 12% e fica atrás apenas de Bolsonaro, com 21%.

Ainda de acordo com o instituto, quando a pesquisa é espontânea (o eleitor não recebe uma lista de candidatos), Bolsonaro aparece com 15% das citações e Lula, com 13%. Ciro e Alckmin vêm atrás com 2%. Mas 35% não sabem ou não responderam e 29% votariam em branco ou nulo.

No segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o placar é favorável ao petista, por 40% a 33%. Entre Bolsonaro e Alckmin fica 34% a 32%, respectivamente. Entre Marina e Bolsonaro, 37% a 33%, respectivamente. Entre Alckmin e Ciro, 32% a 30%.

Quando questionados sobre quem será o vencedor da disputa independente da preferência pessoal, 28% dizem que será Bolsonaro, 28% não sabem e mais 27% dizem que será Lula. O resto se divide entre os demais candidatos.

A pesquisa XP/Ipespe é feita por telefone, com um entrevistador. Ela custou R$ 30 mil.

Metodologia polêmica
O DataPoder 360 também faz pesquisas presidenciais por telefone, mas com uma metodologia que dispensa o entrevistador. O eleitor responde o questionário que foi gravado previamente. O resultado é que Bolsonaro aparece com vantagem sobre os adversários tanto no primeiro quanto no segundo turno – neste último caso, destoando das pesquisas do Ipespe e de outros institutos que vão a campo, como Datafolha e Ibope.

O GGN fez uma matéria abordando a polêmica em torno da metodologia aplicada pelo Poder360. Leia aqui.

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