Em 2018, auxílio-moradia de juízes já consumiu R$1 bilhão de dinheiro público

Os gastos federais com o auxílio-moradia de juízes e procuradores vai atingir R$973,5 milhões em agosto de 2018. São bilhões que poderiam ser investidos em saúde e educação pública, mas são destinados para as suntuosas remunerações de um dos Judiciários mais caros do mundo.

Via Esquerda Diário em 9/7/2018

As estimativas e projeções são da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados e foram divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Esse verdadeiro privilégio está em discussão há quatro anos no STF e depende da avaliação do ministro Luiz Fux que até agora não demonstrou nenhuma pressa em pautar o tema.

O salário dos ministros do STF é de R$33.763,00, ou seja, teto constitucional, porém este “teto” está longe de ser respeitado pelos verdadeiros privilegiados do partido judiciário.

Segundo pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o gasto mensal para os cofres públicos de cada juiz é de R$47.703,00!

As regalias do Estado burguês à casta dos privilegiados do Judiciário, não param por aí, visto que membros do STF tem o poder antidemocrático, por meio de liminares, de legislarem em benefício próprio ou dos “colegas” para driblarem o já absurdo teto salarial, um caso aberrante e (inconstitucional) foi a liminar aprovada em 2014 pelo ministro do STF Luiz Fux, que garante auxílio-moradia (!) a todos os magistrados do país. Uma quantia de R$4,3 mil em auxílio-moradia a magistrados, promotores e conselheiros de Tribunais de Contas. Desde 2004, tal “auxílio” já custou R$4,5 bilhões aos cofres públicos, de acordo com estimativa da ONG Contas Abertas divulgada no site do jornal Estado de São Paulo.

O “auxílio-moradia” é umas das engenhocas para elevar os salários dos magistrados, outros “penduricalhos” consistem: auxílio-alimentação, gratificações, auxílio-saúde e outros benefícios, que podem envolver “bônus” por “produtividade”, formação, cargos de direção e ajuda de custo para instalação em outras cidades. Cerca de 76% dos magistrados do país ganham acima do teto constitucional, existem ainda casos em que Desembargadores recebiam até R$140.000,00 mensais.

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