Bolsonaro defende militares em ministérios, já que presidentes anteriores nomearam “terroristas”

O “terrorista” Matheus, ops, Aloysio Nunes faz parte do governo golpista de Temer.

Via Folha on-line em 4/7/2018

A empresários que o aplaudiram dez vezes durante discurso na quarta-feira [4/7], o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL/RJ) defendeu a nomeação de militares para ocupar alguns dos 15 ministérios que pretende ter em um eventual governo dele, já que, afirmou ele, presidentes anteriores nomearam terroristas e corruptos.

“Vou botar alguns generais nos ministérios caso eu chegue lá [à Presidência da República]. Qual o problema? Os [presidentes] anteriores botavam terroristas e corruptos e ninguém falava nada”, disse Bolsonaro em evento promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) com pré-candidatos ao Planalto.

“Quando falam da Dilma, ela botou terrorista. É o meio dela”, disse depois, em entrevista coletiva, onde antecipou que pretende colocar militares em pastas como Defesa, Transportes e Ciência e Tecnologia.

Indagado especificamente sobre o Ministério da Educação, respondeu que “tanto faz ser civil ou militar”.

“Não é general por ser general. É pela competência”, afirmou, dizendo que a possibilidade de um general ser corrupto é menor.

Já no início de sua fala aos empresários, o deputado justificou sua falta de conhecimento em economia, fez a primeira das críticas à imprensa e culpou economistas pela crise atual vivida no país.

“Quando falei que não entendia de economia, entendi que a grande mídia fosse levar para o lado da humildade. Será que temos que entender de tudo para se apresentar a um cargo tão importante como este [presidente]? Quem botou o Brasil nesta situação, se não foram os economistas? Um presidente é como um técnico. Não vai jogar bola, não vai entrar em campo. Precisa ter discernimento, humildade, força para buscar solução para os problemas”, afirmou.

Em diversos momentos, disse frases como “não quero falar aquilo que não domino com grande propriedade”, “tenho muito mais a aprender do que ensinar” ou afirmou que quem deveria responder algumas questões era o economista Paulo Guedes, que presta consultoria econômica em sua pré-campanha.

Ressaltando que “ninguém quer o mal do meio ambiente”, propôs fundir os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e disse que o país está “inviabilizado” por questões ambientais, indígenas e quilombolas.

[…]

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