Bancos jogam a toalha: Candidatos do golpe fora do 2º turno

Via Brasil 247 em 2/7/2018

Os bancos, grandes patrocinadores da derrubada de Dilma Rousseff em 2016, começam a jogar a toalha em relação às eleições e admitem que nenhum candidato que seja identificado com o golpe deverá estar no segundo turno. Foi o que fez o estrategista do UBS Wealth Management, Ronaldo Patah. O UBS, da Suíça, é uma das principais empresas globais de gestão de fortunas e tem entre seus clientes grandes empresas e famílias de milionários no Brasil e no mundo. Para ele, os eleitores “avaliam que a economia está pior agora do que era antes do impeachment de Dilma Rousseff”. Por conta desta avaliação, o UBS fala em “incerteza econômica elevada” e aconselha seus clientes a congelarem o Brasil em seus investimentos.

Patah usou a linguagem elíptica típica do mercado para admitir que o golpe é rejeitado amplamente pela população brasileira e indicou que, para os bancos, a greve dos caminhoneiros de maio, arruinou o sonho de eleger um candidato golpista. Para o conselheiro de milionários, a palavra “golpista” é traduzida por “reformista”: “As chances de um candidato reformista chegar ao segundo turno da eleição presidencial são agora menores do que eram antes da greve”. Alckmin, Meirelles, Marina Silva, Rodrigo Maia, Álvaro Dias e outros, identificados com o golpe, estão em palpos de aranha, segundo Patah.

O alto executivo do UBS concedeu entrevista à colunista do Valor Econômico Ângela Bittencourt. Segundo a jornalista, a instituição suíça decidiu congelar o Brasil nas recomendações a seus clientes: “Ao partir do princípio de que a incerteza econômica permanecerá elevada no Brasil, Patah defende que a melhor estratégia de investimento, por enquanto, é manter os portfólios bem diversificados, evitando uma forte concentração em qualquer classe de ativos e permanecer paciente até que uma oportunidade mais clara apareça”.

Patah explicita a percepção distinta dos milionários e dos bancos em relação à do povo: “Até arriscamos dizer que os eleitores brasileiros provavelmente avaliam que a economia está pior agora do que era antes do impeachment de Dilma Rousseff em 2016, embora essa percepção nos pareça equivocada”.

Leia a íntegra aqui.

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