Número de carteiras assinadas recua ao nível de dez anos atrás

Fernando Brito, via Tijolaço em 29/6/2018

O Brasil tem hoje quase 20 milhões de pessoas a mais que em 2009. E um número igual de carteiras de trabalho igual ao que tinha uma década atrás.

No gráfico do IBGE que reproduzo o quadro dramático é mais visível: em quatro anos, desde 2014, praticamente quatro milhões de carteiras de trabalho foram perdidas.

Mais de 10% em números absolutos e muito mais que isso se considerarmos que, de lá para cá, algo acima de 4 milhões de pessoas entraram na força de trabalho (empregadas ou procurando emprego) e cerca de 10 milhões chegaram à idade considerada pelo IBGE como de trabalho, em potencial.

O desemprego só não é estatisticamente maior porque, simplesmente, é cada vez maior o número de brasileiros que desistiu de obter emprego e vive de “bicos” e outros expedientes: em quatro anos, as políticas neoliberais nos levaram a praticamente dobrar a população desocupada.

Muitos detalhes e análises poderiam ser repisados diante dos números do IBGE.

Mais importante é dizer que, num quadro destes, não há solução possível para nenhum problema econômico ou social. Nem para a Previdência, nem para o consumo, nem para as receitas públicas, nem para a educação nem, muito menos, para a violência e a criminalidade.

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DESEMPREGO REDUZ À METADE O NÚMERO DE CIDADES COM ALTO PADRÃO DE VIDA
Via DCM em 29/6/2018

Reportagem de Flavia Lima na Folha afirma que a crise econômica emperrou o desenvolvimento geral dos municípios brasileiros, mas produziu estragos bem mais profundos no mercado de trabalho das mais de 5 mil prefeituras brasileiras. Dados da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) mostram que, durante a crise, caiu mais da metade o número de cidades desenvolvidas do ponto de vista de emprego e renda. Em 2013 eram 1.761 cidades com desenvolvimento alto ou moderado, número que caiu para 825 em 2016.

Segundo a Folha de S.Paulo, para avaliar o nível de desenvolvimento em emprego e renda de um município, a Firjan monitora geração de emprego formal e renda, massa salarial e desigualdade de renda no trabalho formal. Entre 2013 e 2015, o indicador de emprego e renda do total de municípios brasileiros (ou seja, considerando também aquelas que não tinham desenvolvimento alto ou moderado) caiu mais de 20%. Mesmo com uma pequena reação em 2016, o índice alcançado coloca os municípios em nível de desenvolvimento regular neste quesito.

O mais preocupante é que, mantida a melhor média de crescimento da série histórica –de 1,5%, observada entre 2009 e 2012-, o indicador só voltará ao nível atingido em 2013 em 2027, complementa a reportagem.

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