Após 2 anos, major do Exército admite que se infiltrou em manifestação “Fora, Temer”

O major Willian Pina Botelho, que se identificava como “Balta Nunes”, admitiu por primeira vez que esteve infiltrado em um grupo de manifestantes que foi detido em um ato contra Temer em São Paulo

Via Jornal GGN em 29/6/2018

O caso do infiltrado do Exército, Balta Nunes, em manifestações de rua contra o governo de Michel Temer, ganha mais um capítulo. Após quase dois anos, o major Willian Pina Botelho, seu nome verdadeiro, admitiu por primeira vez que esteve infiltrado junto com manifestantes, que depois foram detidos.

Ele prestou depoimento por videoconferência na sexta-feira, dia 29/6, ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo. O militar usava o aplicativo de relacionamentos Tindes para buscar “meninas de esquerda” e se relacionar, antes de se infiltrar nas manifestações e ocasionar a prisão ilegal de 18 jovens e três adolescentes, no dia 4 de setembro de 2016, durante o protesto na avenida Paulista contra o governo Temer.

Apesar de serem soltos em audiência de custódia, todos os jovens foram processados pelo Tribunal de Justiça, que aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo por suposta organização criminosa, ao portar “objetos” para “perturbar a ordem pública”. Conforme o GGN divulgou em reportagens à época, os objetos eram vinagre, máscara, capuzes, material de primeiros socorros, livros e uma barra de ferro.

Às autoridades, o “Balta Nunes” admitiu que esteve infiltrado em grupos de WhatsApp, Facebook e outras redes sociais para se aproximar de manifestantes. Ele defendeu que a sua atuação foi “pacífica”. Logo após a descoberta da identidade de Botelho, ele foi promovido major do Exército e foi enviado para cumprir missão em Manaus, por isso, prestou o depoimento por videoconferência nesta sexta.

A fala de Balta Nunes foi a última declaração das oitivas no processo que envolvem os jovens. Além do hoje major, também prestaram depoimento policiais militares e outras testemunhas das defesas e acusação. De acordo com reportagem do El País, o militar levou leis para ler e consultar durante o seu depoimento.

Entre as perguntas, o major não esclareceu quem ordenou a sua infiltração e quem organizou as atuações. Por integrar o setor de inteligência do Exército, o hoje major disse que não pode responder. Por isso, informações se a Segurança Pública de São Paulo estava envolvida na ação se tornam mais difíceis de esclarecimentos.

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