Mais próximo de Temer e do grupo Libra, Rodrimar pede investigação separada

Via Jornal GGN em 20/6/2018

Agora mais próximo dos indícios levantados contra o grupo Libra, um dos principais doadores de campanha de Michel Temer, e dos negócios e articulações criados pelo coronel João Baptista Lima Filho, amigo do mandatário, a Rodrimar quer o desmembramento de suas investigações do inquérito dos Portos.

Eles alegam que “a empresa não está envolvida em nenhum fato ocorrido durante o mandato do atual presidente da República”. Por atuar no Porto, a Rodrimar foi apontada pelos investigadores como uma das possíveis beneficiárias do decreto assinado pelo mandatário já quando assumiu o cargo maior do Executivo, em 2017.

A suspeita, ainda sem muitos indícios, é de que a Rodrimar teria pagado propina a Temer por meio de seus assessores para que o decreto seja assinado beneficiando a empresa. Só que os executivos sustentam que “não há qualquer justificativa para que eventual investigação em seu desfavor continue se desenvolvendo no bojo do presente feito”.

O inquérito dos Portos, que mira o mandatário e seus amigos, e teve a Operação Skala deflagrada em março, com a prisão do coronel Baptista e do advogado e ex-assessor do emedebista, José Yunes, a Polícia Federal realizou buscas e apreensões, entre elas um contrato da Argeplan, empresa do coronel Lima e também alvo do inquérito, com o grupo Libra.

É neste contrato que os investigadores se centram agora. Isso porque os negócios que manteve o coronel são suspeitos de possíveis lavagens ou repasses indiretos para o atual presidente da República, sendo ele apontado como o principal elo de propina das arrecadações de Temer.

A notícia mais recente do inquérito dos Portos é que a Polícia Federal está prestes a concluir o resultado da análise desse contrato e dos demais documentos apreendidos em março, para serem entregues à Procuradoria Geral da República e possivelmente se tornar uma denúncia.

O documento que relacionava a Rodrimar no caso era uma planilha datada dos anos 90, que incluía empresas da área portuária que estariam repassando um total aproximado de R$340 mil mensais ao hoje presidente do Brasil. Entre estas empresas, aparecia o nome da Rodrimar.

Mas, para a defesa da empresa, “inexiste indicativo de qualquer eventual contrapartida recebida pela Rodrimar” e não há a configuração da prática dos crimes.

Hoje o inquérito tramita nas mãos do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foram recentemente prorrogadas as coletas de provas por mais 60 dias. A Rodrimar quer que a apuração relacionada à empresa seja desmembrada e levada à primeira instância.

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