Cresce no MDB desânimo com a pré-candidatura de Meirelles

Temer e Meirelles durante evento do MDB que lançou a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda.

Via Portal UOL em 17/6/2018

Nas fileiras do MDB, o desânimo com a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles aumentou nos últimos dias. Reservadamente, parlamentares da sigla dizem que, além de não decolar, Meirelles não está nem mesmo cumprindo a “tarefa” de defender o presidente Michel Temer do tiroteio e de ser um “escudo” de proteção do Planalto. A entrevista que ele deu no dia 11 ao programa Roda Viva, da TV Cultura, foi definida por correligionários como “lamentável”.

O ex-chefe da equipe econômica ainda terá de passar pelo crivo da convenção do MDB, no fim de julho, para se tornar candidato. “Não acredito que Meirelles seja homologado”, afirmou o senador Renan Calheiros (MDB/AL), adversário de Temer. “Na ausência de um nome competitivo, é melhor não ter candidato para chamar de seu e deixar as alianças estaduais liberadas”, disse.

A semana também terminou com interrogações para o DEM. Com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ) a um passo de deixar o páreo para concorrer à reeleição, uma ala do DEM quer apoiar o tucano Geraldo Alckmin, outra defende Ciro Gomes (PDT) e há até mesmo quem pregue aval a Jair Bolsonaro, do PSL. Diante disso, o DEM começou a examinar nomes novos, como o do empresário Josué Alencar (filho do ex-vice-presidente José Alencar), filiado ao PR. Mesmo assim, a balança pende para Alckmin. O receio, porém, é que o tucano continue estagnado nas pesquisas.

“Quem atrapalha o Alckmin, nosso candidato preferido para enfrentar no segundo turno, é o Fernando Henrique Cardoso, que deveria vestir o pijama”, disse o ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT), coordenador da campanha de Ciro. “O Bolsonaro é mais fácil de derrotar, ele vai explodir de rejeição. Mas com o Alckmin teríamos mais condições de diálogo”. Cid jantou com Maia na quarta-feira, dia 13/6.

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EMPRESÁRIOS E BANQUEIROS PRESSIONAM MEIRELLES A DESISTIR DE CANDIDATURA PRESIDENCIAL
Via DCM em 20/6/2018

Reportagem de Marina Dias na Folha de S.Paulo afirma que a resistência à candidatura de Henrique Meirelles do MDB ao Planalto ultrapassou as fileiras de seu partido e chegou ao terreno em que o ex-ministro da Fazenda costumava circular com mais destreza: o mercado. Segundo a Folha, empresários e investidores, antes entusiastas de uma eleição com o nome de Meirelles nas urnas, agora pressionam para que ele desista de concorrer à Presidência.

A reportagem ainda informa que, nas últimas semanas, três dos principais banqueiros do país, Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco), Roberto Setúbal (Itaú) e André Esteves (BTG), conversaram com aliados do ex-ministro e manifestaram preocupação com os rumos da economia desde que ele deixou a Fazenda, em abril.

Desde sua saída do governo Temer, o dólar disparou, a previsão do PIB caiu (de 2,5% para 2%) e houve redução significativa dos investimentos privados. A economia sob Meirelles segue bagunçada.

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