Esquenta guerra entre Temer e Minas Gerais

Via Jornal GGN em 15/6/2018

Prossegue o cerco político do MDB nacional, de Michel Temer, com o aecismo mineiro, em cima de Minas Gerais, governada pelo petista Fernando Pimentel.

Nesta quinta-feira, dia 14 de junho, políticos ligados a Temer e ao PSDB, conseguiram uma liminar no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, TCE/MG, para impedir que o governo mineiro possa contratar um empréstimo de R$3 bilhões, que seriam suficientes para dar normalidade ao fluxo de caixa do estado.

O autor do pedido de liminar foi o deputado estadual aecista Gustavo Valadares, do PSDB.

Ao pedir a liminar, os aecistas entram em contradição com os seus próprios atos, quando estavam no governo mineiro. Por exemplo, durante o governo Anastasia, a Minas Gerais Investimentos, MGI, uma empresa criada para controlar os fundos financeiros do estado, emitiu debêntures milionários. Outra ação semelhante ocorreu em 2012, quando a Codemig, outra estatal mineira, contraiu uma dívida de US$350 milhões com os bancos Itaú, Santander e BB.

Essa quantia foi utilizada em obras e realizações que privilegiavam o marketing, como a construção da sala de música da Filarmônica e as obras da Expominas de São João Del Rei. Embora fossem iniciativas importantes, não estavam entre as prioridades da população.

Coube ao sucessor, Fernando Pimentel arcar com os custos, que já desfalcaram em R$1,1 bilhão, o caixa da Codemig.

Pimentel reagiu, sustentando que “o pedido da liminar não está simplesmente atrapalhando o meu governo, pois os responsáveis estão impedindo que a saúde e a educação recebam investimentos”.

Segundo o governador, os responsáveis pelo movimento “não estão fazendo um cerco à pessoa do governador, mas a 20 milhões de mineiros e mineiras, que dependem do Estado direta ou indiretamente”.

E conclamou à resistência: “Não vamos desistir, vamos aumentar a luta e ampliar o grito contra o governo que desmonta o país e prejudica milhões de brasileiros, vamos usar nossas armas, com a força e a coragem do povo mineiro”.

Mesmo assim, acredita reverter a decisão nas instâncias superiores.

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