Comissão do Senado debate lucro excessivo da Petrobras

Via Jornal GGN em 12/6/2018

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado debateu na terça-feira, dia 12/6, a alta margem de lucro da Petrobras, a regulação dos preços sobre os combustíveis, em críticas diretas à gestão da estatal durante o governo Temer.

O secretário da Frente de Defesa da Soberania Nacional, Samuel Gomes dos Santos, lembrou que após a greve dos caminhoneiros pressionar à redução dos lucros da Petrobras, saiu de 150% para 126% a margem, mantendo-se inadmissível. “Por que a Petrobras mantém esses lucros tão absurdos? É preciso mediar isso e usar de maneira racional esse bem finito, mas fundamental para o futuro do Brasil”, afirmou.

Para o senador Lindbergh Farias (PT/RJ), que integrou a mesa de parlamentares, as medidas do atual mandatário não têm contribuído para o desenvolvimento do país. “A mudança de diretoria colocou o capital financeiro no controle da Petrobras. Nós queremos que os senhores abram as planilhas, queremos ver as contas. Quem lucra com ganhos tão absurdos? Os acionistas, claro”, desafiou o parlamentar.

A pergunta foi direcionada ao gerente de Marketing da Petrobras, Flávio Santos Tojal, e ao diretor-geral da ANP, Decio Oddone. Anteriormente, Tojal tentou justificar que a alta dos preços dos combustíveis se devia à cadeia de produção e distribuição do álcool e do biodiesel.

A culpa seria das distribuidoras, segundo o gerente de Marketing, porque os produtos puros da Petrobras são apenas a gasolina e o diesel, sendo os demais combustíveis agregados componentes das distribuidoras, influenciando no preço final.

“Do valor de comercialização, 55% se refere à parcela que cabe à Petrobras, nos custos com matéria-prima, produção e margem de lucro da companhia. Ou seja, hoje, o combustível que sai da estatal a R$2,03 chega na bomba por praticamente o dobro – destacou”, afirmou.

Sobre o lucro da estatal, ele afirmou que os impostos prejudicam. Afirmou que dos R$4 mil, em média, pagos pelos caminhoneiros para completar um tanque de mil litros de diesel, a Petrobras fica com aproximadamente R$2 mil, enquanto os outros R$2 mil são impostos. “É o mesmo que acontece com o botijão de gás, que custa, em média, R$22,00 para a Petrobras, mas é revendido ao preço médio de R$77,00”, acrescentou.

Já Oddone justificou que a ANP atua segundo as políticas determinadas pelo governo atual. “Temos uma competição imperfeita no nosso modelo, porque a Petrobras retém 98% da capacidade de refino. Uma empresa que, embora estatal, tem mais de 50% de ações nas mãos de investidores privados e que tem suas atividades voltadas a maximizar o lucro dos acionistas”, disse.

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