EUA fazem lobby com fake news para desacreditar Caracas na OEA, diz ministro venezuelano

Rodríguez disse que EUA usam fake news para desacreditar Venezuela na OEA.

Jorge Rodríguez citou reportagem em que embaixador norte-americano dizia ter votos para suspender Venezuela da OEA e chamou secretário-geral do órgão de ‘sicário-geral’.

Via Opera Mundi em 6/6/2018

O ministro para Comunicação e Informação da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse na quarta-feira, dia 6/6, que os Estados Unidos fazem lobby dentro da OEA (Organização dos Estados Americanos) contra a Venezuela fazendo uso de fake news (notícias falsas). A informação é da agência de notícias AVN.

O ministro citou uma reportagem publicada no domingo, dia 3/6, em um site de notícias de Miami, em que o embaixador norte-americano na OEA, Carlos Trujillo, dizia que os EUA tinham os votos necessários para suspender a Venezuela. Na terça-feira, dia 5/6, o órgão aprovou uma resolução em que desconhece o resultado das eleições do último dia 20 de maio, mas um trecho do texto que poderia levar à suspensão do país da organização não passou.

“Voltaram a fracassar. Necessitavam de 24 votos e somente obtiveram 19, um a menos do que na última das 32 vezes que tentaram agredir a Venezuela desde 2014”, afirmou Rodríguez, que chamou o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, de “sicário-geral”.

Foreign Policy
Na terça-feira, um artigo da revista norte-americana Foreign Policy defendeu abertamente um golpe militar na Venezuela para derrocar o governo de Nicolás Maduro.

O texto, que tem como título “É hora de um golpe na Venezuela”, é assinado por um ex-assistente administrativo da Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) durante o governo de George W. Bush, que ficou no poder entre 2001 e 2009. “Somente nacionalistas entre os militares podem restaurar uma democracia constitucional legítima”, afirma.

Resolução da OEA
A resolução da organização, que foi aprovada com 19 votos a favor, 4 contra e 11 abstenções, diz que as eleições de maio “carecem de legitimidade”, fala sobre a necessidade do que chamou de “medidas urgentes” para solucionar o “crescente número de migrantes e refugiados venezuelanos” e pedia a aplicação dos artigos 20 e 21 da Carta Democrática da Interamericana. Este último versa sobre a suspensão de um país no qual se reconhecesse que houve uma “ruptura democrática”.

O texto, sem este último ponto, precisava de maioria simples (18) para ser aprovada, o que efetivamente aconteceu. No entanto, para que os dois artigos fossem aplicados, havia a necessidade de 24 votos a favor, equivalente a dois terços do total. Caracas vê o fato como uma derrota para EUA, já que Washington não tem os votos necessários para tirar o país.

“Infelizmente estes países não podem ligar para o vice-presidente dos Estados Unidos [Mike] Pence e dizer que cumpriram a missão”, disse o chanceler venezuelano Jorge Arreaza. Entre os que propuseram a resolução, estão Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Estados Unidos, México, Peru, Paraguai, Guatemala e Costa Rica.

Durante a sessão, Arreaza lembrou que a Venezuela, inclusive, já iniciou o processo para se retirar voluntariamente da organização, o que deve estar concluído até 2019. Segundo o chanceler, a OEA não ajuda mais a população latino-americana, mas sim “cria condições para o intervencionismo e a ingerência para violar o direto internacional público”.

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