Supersalários: Carmém Lúcia “esquece” de investigar teto salarial de juízes

Via Jornal GGN em 3/6/2018

A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, não “tirou do papel” a investigação sobre os supersalários da magistratura. A informação é da coluna de Andreza Matais, do Estadão, que divulga que o caso está paralisado no CNJ.

O anúncio de que os salários de juízes seriam investigados pelo Conselho foi dado pela ministra, que é presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e, portanto, também do CNJ, em agosto do ano passado. À época, Cármen determinou que todos os tribunais enviassem os dados de remunerações dos magistrados.

As informações também foram publicadas no site do próprio Conselho, como forma de transparência. A Corregedoria do CNJ é quem deveria iniciar as apurações de irregularidades ou abusos e até mesmo criaria uma comissão para o trabalho. “Mas as promessas não saíram do papel”, publicou Matais.

No ano passado, pelo menos 14 membros do CNJ receberam remunerações acima do teto constitucional, que é de R$33,7 mil. De acordo com a colunista, apenas o conselheiro Aloysio Corrêa da Veiga, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), teria desembolsado R$110 mil no mês de dezembro. Mas eles negam as irregularidades e o próprio Conselho não se manifestou a respeito.

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