Primeiro-ministro espanhol dispensou Bíblia e crucifixo no juramento de posse

Via BBC Brasil em 2/6/2018

Pedro Sánchez, do partido Socialista, dispensou os símbolos cristãos e optou por jurar lealdade diante, somente, da Constituição da Espanha. Ele tomou posse no sábado, dia 2/6, como premiê, em substituição ao conservador Mariano Rajoy, que foi derrubado com a aprovação de uma moção de censura pelo Parlamento.

O socialista rompeu o protocolo adotado por todos os primeiros-ministros que governaram o país após a restauração da democracia, em 1975, após 40 anos de regime franquista.

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A decisão é coerente com as convicções pessoais de Sánchez. Ele se define como ateu e sempre defendeu o fim do ensino religioso nos colégios públicos. Para ele, o Estado deve ser laico e completamente desvinculado de qualquer religião.

Desde 2014, é concedida ao primeiro-ministro a liberdade de fazer o juramento com ou sem presença de símbolos religiosos.

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PRESIDENTE DO PARTIDO SOCIALISTA OPERÁRIO ESPANHOL ASSUME GOVERNO DA ESPANHA
Em 2015, Sanchez esteve no Brasil e se reuniu com Lula. Na ocasião, ele disse que o ex-presidente brasileiro era “uma referência em política global, da boa política”.
Via Jornal GGN em 2/6/2018

O presidente do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, se tornará o novo chefe de governo espanhol. A Câmara dos Deputados da Espanha aprovou nesta sexta-feira [1º/6] a moção de censura contra o governo de Mariano Rajoy, do Partido Popular. Após ser indicado pelo rei, Sánchez tomará posse formalmente.

“Podemos presumir que a moção de censura seguirá adiante. Em consequência, Sánchez será o novo chefe de governo. Serei o primeiro a felicitá-lo”, declarou. “Foi uma honra ser o chefe de governo e deixar uma Espanha melhor do que encontrei. Sorte a todos vocês pelo bem da Espanha”, afirmou Mariano Rajoy, que reconheceu mesmo antes da votação que seria derrotado.

A moção de censura recebeu 180 votos a favor, 169 contra e apenas uma abstenção. Abalado por casos de corrupção do seu partido.

O líder socialista, de 46 anos, contou com o apoio dos grupos independentistas e nacionalistas do País Basco e da Catalunha, além de Unidos Podemos, coalizão de esquerda. Após a votação, Rajoy apertou a mão do socialista e saiu sem fazer comentários à imprensa.

“A Democracia na Espanha abre uma nova página. Uma etapa para recuperar a dignidade das instituições. De responsabilidade, diálogo e consenso, é o momento de trabalhar pela igualdade, construir um país que não deixa ninguém no caminho”, afirmou no Twitter.

Sanchéz com Lula no Brasil
Em 2015, Sanchez esteve no Brasil e se reuniu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, Sánchez disse que Lula era “uma referência em política global, da boa política”.

[Lula] foi um presidente que tirou o Brasil de uma situação de crise econômica e ofereceu oportunidade a gente que não teve oportunidade”. E completou: “Apostou em construir uma classe média forte no Brasil por um progresso inclusivo e uma economia justa. É isso que também quero para a Espanha”.

Leia aqui a notícia publicada no site do Instituto Lula.

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NOVO GOVERNO ESPANHOL QUER AUMENTAR INVESTIMENTOS NA ÁREA SOCIAL
Via El País Brasil em 2/6/2018

Manuel Escudero, o guru econômico de Pedro Sánchez, o novo premiê da Espanha, preparou há pouco mais de um mês um documento no qual esboçava um orçamento alternativo para a Espanha. Nele, previa um aumento dos gastos públicos de 8 bilhões de euros (mais de R$35 bilhões) para modernizar a estrutura produtiva e repartir melhor os benefícios do crescimento econômico. Para fazer frente a esse aumento dos gastos sociais, os socialistas planejavam aumentar os impostos em um montante similar. As multinacionais seriam as mais afetadas, com um aumento do imposto sobre sociedades de 4 bilhões de euros (cerca de R$17,6 bilhões).

“Uma de nossas prioridades é manter a estabilidade econômica e orçamentária”, insistiu nesta sexta-feira o responsável pela área econômica do PSOE, que tentava enviar uma mensagem de tranquilidade ao mercado, que parecia mais preocupado com a Itália do que com a política espanhola. Escudero também insistiu que é preciso “oferecer oportunidades para as classes médias e trabalhadoras”. Mas os socialistas não terão muita margem. O PSOE já anunciou que assumirá o atual Orçamento de 2018, elaborado pelo PP. São contas com aumentos para funcionários, pensionistas e redução de impostos para rendas mais baixas.

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Os socialistas também querem incentivar os gastos sociais com mais 5,5 bilhões de euros (R$24,2 bilhões) para apoiar os que têm mais dificuldades para se integrar à recuperação econômica ou que ficaram desempregados durante a crise. Por isso, do montante total uma soma de 2,4 bilhões de euros (R$10,5 bilhões) seria destinada a um plano de choque contra a pobreza. E outros 1,2 bilhão de euros (R$5,28 bilhões) a melhorar o auxílio há quem está desempregado há muito tempo.

No pacote social também se destacam aumentos para as áreas de igualdade, assistência, saúde e moradia. Para compensar esse aumento de gastos, previam um plano de eficiência e qualidade do gasto público, com economias de 2,5 bilhões de euros (mais de R$11 bilhões) mediante a supressão de duplicidades, melhoria na gestão de compras e insumos.

Essa é a declaração de intenções feita pelo PSOE há um mês, cujo cumprimento depende de uma matemática parlamentar que lhes permita colocá-la em prática e, sobretudo, de quando Sánchez decidir convocar eleições.

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