Gasto para baixar diesel corresponde a 11,5% de todos os subsídios previstos

Via Brasil 247 em 3/6/2018

Os R$9,58 bilhões que o governo gastará até o final do ano para atender a uma das reivindicações dos caminhoneiros e empresários, na redução do preço do diesel, correspondem a 11,5% do volume estimado para todo este ano de subsídios destinados a outros setores (R$83,3 bilhões).

Subsídio é o desembolso de dinheiro que o governo faz para financiar um benefício para determinado setor. Pode estar contabilizado no orçamento ou não. Neste último caso, afeta apenas a dívida pública, elevando-a.

No caso da redução de R$0,46 por litro de diesel, o governo vai subsidiar R$0,30 do total, o que resultará no subsídio total de R$9,58 bilhões até o fim do ano. Além disso, outros R$4 bilhões, que não configuram subsídios propriamente ditos, serão compensados com fim de outros benefícios. Também foram cortados gastos sociais.

Governo Temer faz o povo pagar a conta
Desde 2016, após o golpe de Estado, o ex-presidente da Petrobras Pedro Parente conduzia o preço dos combustíveis da estatal com base na variação do valor internacional do barril de petróleo e a variação do dólar.

Ao invés de mudar a política de preço da Petrobras, garantindo a estabilidade nas tarifas de combustíveis, Temer optou por promover cortes sociais em áreas que já sofrem contantes sucateamentos. Serão prejudicados o Sistema Único de Saúde (SUS), gestão de políticas de Juventude, políticas de enfrentamento à violência contra a mulher, entre outros.

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GOVERNO TIRA DO SOCIAL E IGNORA LIÇÕES DA CRISE
Bernardo Mello Franco em 1º/6/2018

O ministro Eliseu Padilha afirmou que o governo fez “um sacrifício muito grande” para bancar o subsídio ao preço do diesel. Faltou dizer que boa parte deste sacrifício será empurrada aos mais pobres, que vão sofrer com os cortes em programas sociais.

A equipe econômica cancelou despesas de mais de R$1,2 bilhão. A tesoura atingirá o orçamento de áreas como saúde, educação, saneamento e habitação popular. Os cortes estão detalhados em 36 páginas de uma edição extra do “Diário Oficial da União”.

Só o Ministério da Saúde vai perder R$160 milhões. Serão afetados os hospitais universitários, o atendimento às populações indígenas e a Rede Cegonha, que acompanha as gestantes.

O governo também voltará a tirar dinheiro de vitrines da gestão petista, como o Farmácia Popular e o Mais Médicos. Os dois programas, que já foram achatados na gestão Michel Temer, vão sofrer novos cortes de R$45 milhões

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