As aventuras de Alckmin, o Santo, no país em que a Justiça “não é vermelha, azul ou verde”

Kiko Nogueira, via DCM em 23/5/2018

Nada contra quem tem discurso ensaiado, mas Geraldo Alckmin exagera na dose.

Patinando nas pesquisas, com João Dória em seu cangote, o governador de São Paulo fez um comentário tão óbvio quanto falso a respeito do pedido de prisão de Eduardo Azeredo, do PSDB, ex-governador mineiro.

“Isso mostra que as instituições funcionam. A Justiça não é vermelha, azul, amarela ou verde”, falou depois de participar de evento com empresários do setor varejista.

Em abril, quando o personagem era Aécio Neves, Geraldo usou a mesma formulação.

“Não existe justiça verde, amarela, azul ou vermelha. Só existe Justiça. Decisão judicial se respeita e a lei é para todos, sem distinção”, afirmou.

O processo de Azeredo teve início no STF em 2009, com o acolhimento da denúncia.

Em 2014, ele renunciou ao cargo de deputado federal, numa estratégia para retardar a ação.

Foi inicialmente condenado em 2015, mas recorreu ao Tribunal de Justiça.

Em agosto passado, por 2 votos a 1, os desembargadores mantiveram a condenação em segunda instância.

E assim se passaram 9 anos.

Por que agora?

Porque é bom para a turma do Geraldo.

A prisão tardia de Azeredo é o oposto do que Alckmin, inimputável, apregoa: serve para justificar a perseguição a Lula e à democracia sob um manto colorido.

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