Comando do PT desautoriza articulação de governadores do partido

Da esquerda para a direita: o deputado federal Zé Carlos (PT/MA), a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o deputado federal Pepe Vargas (PT/RS).

Via Poder360 em 18/5/2018

A direção do PT e a bancada federal bateram de frente com os governadores do partido. A presidente da sigla, senadora Gleisi Hoffmann (PR), foi a Curitiba na quinta-feira, dia 17/5. Reclamou com o ex-presidente Lula de uma articulação do pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, junto aos governadores e contra a candidatura própria dos petistas ao Planalto.

A presidente do partido soube na quarta-feira, dia 16/5, de notícias de jornais do interior informando sobre uma reunião convocada para hoje pelo governador Fernando Pimentel. Soltou um post no Twitter desautorizando o encontro. À noite reuniu os 11 membros do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT e preparou a nota distribuída hoje pela bancada federal em que se reafirma a candidatura Lula.

Palavra de Lula
Após o encontro com Lula, Gleisi deu entrevista junto com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Disse que o ex-presidente reafirmou a manutenção da candidatura: “Por que a gente desistiria? Isso não quer dizer que não vamos discutir propostas com outros partidos”. Ela insistiu na viabilidade da candidatura até o dia da diplomação, “mesmo com a Lei da Ficha Limpa” e admitiu alianças com outros partidos de esquerda no 2º turno”.

Assinada por todos os integrantes das bancadas do PT na Câmara e no Senado, afirmou a “unidade em defesa da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República”.

Os governadores petistas desmarcaram a reunião de Belo Horizonte, mas não se desmobilizaram. Aproveitaram um encontro de todos os governadores do Nordeste amanhã, no Recife. Desembarcaram hoje na cidade para discutir a estratégia do grupo. Conversaram com Gleisi por telefone e marcaram um encontro com o comando partidário na próxima semana.

O que eles querem
Camilo Santana (CE)
– em entrevista ao Broadcast, disse que Lula não terá condições de concorrer às eleições e que o PT deve apoiar Ciro Gomes. Santana é filiado ao partido, mas considerado um afilhado político do pedetista;
Rui Costa (BA) – na 3ª edição de 4ª feira (16.mai) do Drive, defendeu que até a virada do mês o PT anuncie 1 candidato alternativo a Lula. Costa precisa definir se o ex-governador Jaques Wagner será candidato ao Senado ou se concorre ao Planalto abrindo vaga na chapa local para alianças;
Fernando Pimentel (MG) – pré-candidato à reeleição, o governador está com dificuldades para fechar alianças. O PSB pode não lançar candidato no Estado se o PT definir uma candidatura nacional do agrado do partido;
Wellington Dias (PI) –é considerado entre os governadores do Nordeste o mais alinhado com o comando nacional petista;
Tião Viana (AC) – mesmo sendo da região Norte, viajou para o encontro do Nordeste. Seu irmão e chefe político, o senador Jorge Viana, assinou a nota da bancada.

Comentário de Diogo Costa no Facebook.

QUADRO GERAL: SITUAÇÃO DOS GOVERNADORES DO PT

– Acre: fecha com a posição nacional do partido;
– Piauí: fecha com a posição nacional do partido
– Ceará: o governador é cria do clã Ferreira Gomes e já havia pedido a Lula, no ano passado, para apoiar o seu padrinho político – ele também apoiou o candidato do PDT ao governo de Fortaleza em 2016, em detrimento da candidatura de Luizianne Lins do PT;
– Bahia: Rui Costa e Jaques Wagner estão com o punhal na mão mas são minoria da minoria dentro do Diretório Nacional;
– Minas Gerais: Pimentel é vacilante mas também não manda nada no Diretório Nacional e é minoria até em Minas no que se refere a Lula. E agora tem menos força ainda pois Dilma é Lula até embaixo d’água

Assim, a questão do Ceará já está na conta desde o ano passado.

Sempre achei um erro o PT ter aceitado colocar um “Zé Ninguém” em 2014 – lá no Ceará – só porque o mesmo contava com a bênção do clã Ferreira Gomes.

Na Câmara dos Deputados e no Senado o apoio a Lula é integral.

Aqui no Rio Grande do Sul, para citar minha terra natal, Lula conta com 150% de apoio e nem se cogita de outra coisa que não seja a manutenção da candidatura dele.

Por aqui os traidores e pragmáticos oportunistas nem sequer se manifestam.

Em linhas gerais, é mais ou menos isso.

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