Desemprego: Falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros

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Regiões Norte e Nordeste são os piores números de desemprego no Brasil, assim como negros e pardos e mulheres.

Via Jornal GGN em 18/5/2018

O Brasil atingiu o maior nível de subutilização desde 2012, que nada mais é do que a taxa de desocupação, incluindo desempregados e pessoas que têm potencial de trabalhar, além daqueles que desistiram de buscar emprego. São 27,7 milhões de pessoas que se incluem neste cenário, representando 24,7% da população.

A informação é de relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado na quinta-feira, dia 17/5, que mostram todos os cenários de queda em comparação ao ano passado.

Nestes números, os desempregados representam 13,1% no primeiro trimestre do ano. Já aqueles que o IBGE chama de “desalentados”, que são os que nem buscaram emprego por falta de esperanças, foi de 4,6 milhões de pessoas. E ainda, aqueles que desistiram de buscar trabalho representaram 4,1% do aumento da força de trabalho no Brasil nestes primeiros meses do ano.

De acordo com o IBGE, denomina-se “desalentado” a população que não buscou emprego porque “não conseguia trabalho adequado, ou não tinha experiência ou qualificação, ou era considerado muito jovem ou idosa, ou não havia trabalho na localidade em que residia – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga”.

E são parte da chamada “força de trabalho potencial”. Ao todo, foram 19,2% ou 21,5 milhões de pessoas que estão desempregados e que gostariam de trabalharam, mas não procuraram ou não puderam. Para efeito de comparação, no último trimestre do ano passado foram 17,8%.

Também há aqueles que trabalham com jornada inferior a 40 horas semanais e que gostariam de trabalhar em um período maior, denoniminadas pelo IBGE como “subocupação por insuficiência de horas trabalhadas”, atingindo 6,2 milhões de trabalhadores este ano.

Idades, sexo e raça dos desempregados
A chamada “idade de trabalhar” foi considerada para se chegar ao número de 53,6% daqueles que estavam desempregados, e foi uma queda de quase um ponto percentual em relação ao dado anterior. Por outro lado, os maiores níveis de empregabilidade estão entre a faixa etária de 25 e 39 anos (72,3%) e 40 e 59 anos (67,1%).

Se a primeiros olhos verifica-se um cenário positivo para as mulheres, que representam a maioria da população hoje em idade de trabalhar no Brasil, por outro lado a estatística é reversa para elas: entre os que estão trabalhando, 56,5% são homens no Brasil em todas as regiões. A disparidade só é maior no Norte, onde os homens são 60,3% dos que trabalham.

Outro dado chamativo é que 64,2% dos que não tem emprego no país hoje são negros e pardos. Os brancos representam apenas 35,2% da população desocupada.

Regiões Norte e Nordeste com pior cenário
Norte e Nordeste foram as regiões que tiveram os maiores níveis em todos os tipos de subutilização. Os desempregados foram 12,7% no Norte e 15,9% no Nordeste e o estado de Alagoas foi o que teve a maior taxa de desalentados (17%) contra, por exemplo, 0,8% do Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Foram nestes locais que somaram as maiores taxas de subutilização, de modo geral. Para se ter uma ideia, se a média do índice no Brasil chegou a 24,7% da população sem emprego, na Bahia foram 40,5%, no Piauí foram 39,7%, em Alagoas 38,2% e no Maranhão 37,4%.

Também nestas regiões estavam os menores percentuais de empregos com carteira assinada, excluindo o trabalho doméstico. O IBGE contabilizou 59,7% de ofertas no Nordeste e 62,9% no Norte, fazendo com que aumentasse, nessas regiões, o número de trabalhadores por conta própria.

Clique aqui para ler a íntegra do relatório.

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