Solto por Gilmar Mendes, operador do MDB distribuiu US$10 milhões em propina

Lido no DCM em 16/5/2018

Solto na terça-feira, dia 15/5, após ter sua prisão preventiva revogada pelo ministro do STF Gilmar Mendes, o empresário Milton Lyra aparece em nova denúncia feita pelo MPF.

Segundo a força-tarefa da Lava-Jato, Lyra organizou junto aos doleiros Vinicius Claret, Claudio Barboza e Alessandro Laber um esquema responsável por distribuir mais de US$10 milhões em propina.

Lyra também era próximo de outro acusado, o empresário Arthur Mário Pinheiro Machado, com quem mantinha negócios no exterior. Juntos, os dois teriam lavado quase 20 milhões de dólares.

O MPF diz que Lyra teria praticado, entre os anos de 2013 e 2014, “10 atos de lavagem de dinheiro, de forma reiterada por meio de operações de “dólar-cabo” com Alessandro Laber, Vinicius Claret e Claudio Barboza no valor de US$10.000.000,00, para disponibilização de valor equivalente em reais, em espécie no Brasil…”.

Lyra estava preso preventivamente por outra ação, após ser apontado pela Polícia Federal como operador do MDB num suposto esquema de fraudes nos fundos de pensão Serpros e Postalis.

***

LOBISTA DO MDB É SOLTO POR GILMAR MENDES
Via Jornal GGN em 16/5/2018

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, mandou soltar o lobista Milton Lyra, apontado como o operador do MDB em esquemas de corrupção envolvendo o Senado.

O empresário foi preso preventivamente pela Operação Rizoma, desdobramento que apura o esquema criminoso envolvendo os fundos de pensão dos Correios, a Postalis, e a Serpros (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Para Gilmar Mendes, a decisão de prender o suposto intermediário do esquema foi “constrangimento”. “O paciente, assim que tomou ciência da ordem de prisão, apresentou-se de imediato e diretamente à autoridade no Rio de Janeiro, não havendo qualquer obstrução ou risco ao regular processamento da ação penal”, escreveu o ministro, em sua decisão.

A investigação apura que os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2011 e 2016. Segundo Gilmar, apesar de ser “graves” e “não apenas em abstrato, mas em concreto”, eles teriam ocorrido “consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisão”.

O Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro denunciou Lyra por atuar em favor do MDB, recebendo propina para investimentos feitos pelos dois fundos de pensão de servidores federais. Na mesma acusação são denunciados o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, o ex-secretário Marcelo Sereno, e o ex-presidente dos Correios, Wagner Ribeiro.

“O advogado Pierpaolo Bottini, que representa o empresário Milton Lyra, considerou a decisão do ministro Gilmar Mendes acertada. ‘Não havia motivo ou razão para a prisão de alguém que já estava à disposição da justiça para prestar todos os esclarecimentos’”, disse a defesa.

Leia aqui a íntegra da decisão de Gilmar Mendes.

Os comentários sem assinatura não serão publicados.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: