Policial federal acusado de fazer dossiê contra Moro é punido por dar entrevista

Via Conjur em 11/5/2018

A Corregedoria da Polícia Federal investigou por meses a suposta participação de um escrivão da Polícia Federal na montagem de um dossiê contra o juiz Sérgio Moro. Não encontrou provas, mas não deixou de punir. Baseada em uma norma disciplinar, a entidade suspendeu o servidor por 20 dias por conta de declarações que ele fez à imprensa.

Trata-se do caso de Flavio Werneck, presidente do Sindicato do Policiais Federais do DF. Em 2016, uma revista disse que ele entregou dossiê ao então ministro Jaques Wagner com informações do juiz Sérgio Moro e de investigadores da operação Lava-Jato.

Um processo administrativo para apurar a suposta entrega do dossiê foi aberto, mas acabou sendo arquivado. O caminho para a punição foi outro. A Corregedoria baseou-se em lei de 1965 que estabelece punição para servidor que faz declarações sem comprovação e que comprometem a função policial.

Foram duas declarações de Werneck à imprensa que resultaram na punição. Em uma delas, ele disse que vazamentos seletivos e ilegais não eram apurados pela Polícia Federal por conta de corporativismo.

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