Gleisi Hoffmann: “O Brasil corre o risco de fascismo e Moro faz parte disso”.

Foto de Fátima Meira/Futura Press.

Via Yahoo Notícias em 14/5/2018

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, foi nomeada porta-voz do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde o último dia 7 de abril.

Em entrevista ao DN, de Portugual, Gleisi revelou o estado de espírito do petista, reforçou sua condição de preso político e afirma que, com Jair Bolsonaro, o Brasil corre o risco de voltar ao fascismo e acusa o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, de fazer parte de um esquema que tinha como objetivo derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff e impedir a candidatura de Lula.

“Lula está muito preocupado com o país. […] O estado de espírito dele é esse: indignação com as injustiças do Brasil e das injustiças para com ele próprio. Mas continua com força e responsabilidade para saber qual é o seu papel”, afirmou a senadora.

Gleisi prega que a prisão do petista foi arbitrária porque foi “apressada”. “Injusta porque não deixou Lula defender-se com todos os recursos que tinha à disposição, incluindo em segunda instância e política porque não observou o que dizia a Constituição nesses casos.”

Questionada se o PT avalia o impeachment de Dilma e a prisão de Lula como “faces da mesma moeda”, a presidente da legenda concordou.

“Lula sempre dizia que se não o prendessem e o tirassem da circulação política não fechariam o golpe. Desde que tiraram a Dilma do cargo, começaram a tirar direitos dos trabalhadores, por isso, não podem agora deixar voltar ao poder um governo progressista e popular”, argumenta.

Gleisi também foi questionada se o Brasil corria o risco de se radicalizar à direita. Ela respondeu: “O Brasil corre o risco de se radicalizar à direita, de fascismo, como vemos através da candidatura do [Jair] Bolsonaro”.

Perguntada se Moro faz parte disso, ela assentiu. “É um juiz parcial que tomou uma decisão baseada em atos políticos, o próprio Ministério Público, orientado por ele, disse que não tinha provas mas que tinha convicções. Isso é muito grave para um Estado democrático de direito. O que nos dá força é que o povo brasileiro continua querendo votar no Lula, com quase o dobro do segundo colocado nas pesquisas.”

Gleisi também falou que o PT está fazendo uma autocrítica. “Todas as acusações se referem a financiamentos de campanha eleitoral, que estamos agora mudando, por isso falo em autocrítica na prática”, afirmou. A senadora não descartou ainda uma união da esquerda em um eventual 2º turno.

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