PF “suicidou” ex-reitor da UFSC com base em convicções

Jeferson Miola em 10/5/2018

A PF concluiu o inquérito sobre suposta prática de corrupção na UFSC.

A conclusão do inquérito não poderia ser mais bizarra: a PF acusou o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier de sustentar e respaldar uma quadrilha criminosa na Universidade, mas nas 817 páginas do relatório final não aponta uma única prova para fundamentar tal acusação [Folha de S.Paulo].

Definitivamente a moda Dallagnol pegou: para acusar, condenar, prender e assassinar pessoas e reputações, não são necessárias provas, bastam convicções dos acusadores fascistas.

Esta investigação, tardiamente concluída, confirma que a PF “suicidou” Cancellier por convicção.

Acabou o Estado de Direito. O terror judicial alvejou de morte a Constituição, o devido processo legal, a presunção de inocência e as garantias individuais.

***

O MORALISMO MATA E QUEM MATA FICA IMPUNE
Fernando Brito, via Tijolaço em 10/5/2018

A Folha publica hoje [10/5] matéria de Wálter Nunes com detalhes – e detalhes sórdidos – da palhaçada feita pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pela “Justiça” Federal de Santa Catarina que resultou na morte do reitor da Universidade Federal daquele estado, Luiz Carlos Cancellier de Olivo.

A delegada Érika Marena, muito hábil em conseguir censura judicial a blogs e seus sucessores na PF catarinense, ao longo de mais de 800 páginas, não apresentam prova alguma, mas seguem sustentando que Olivo “respaldava e sustentava” uma quadrilha para desviar verbas.

Há no relatório verdadeira pérolas do “sherloquismo” dos federais, como o caso de um professor que teria cobrado 48 litros de gasolina a mais para uma viagem e depósitos somando R$7 mil de outro, feito na conta do filho do reitor sobre o qual, dizem os sabidões da Federal “comenta-se” que teriam vindo de um pagamento recebido da Universidade. Comenta-se!

A sindicância aberta para apura possíveis abusos policiais, claro, resultou em nada. E a delegada não só foi promovida a Superintendente da PF em Sergipe quanto, nas eleições internas com que se pretendia indicar um diretor geral para a instituição, foi uma das mais apoiadas pelos colegas delegados.

Pelo ato de desespero que a humilhação levou o reitor a praticar, ninguém pagará.

Uma resposta to “PF “suicidou” ex-reitor da UFSC com base em convicções”

  1. heloizahelenapiasblog Says:

    estamos vivendo uma época q o inocente,morra para o bem de outros para se completarem nos méios sórdidos q convivewmos com esse governo,o q fizeram com este reitror,ér o mesmo q fizeram com Lula, calaram um inocente, quer dizer a época de um so q vale, está bem VIVO nos dias atuais, n temos democracia mesmo, agora vejo q estamos vivendo num pleto e total planos de terrorismo social. ________________________________________

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